Data: 27 de abril de 2021

Entrevista com Francyne Rodrigues a Gata de Maio

Categoria: - Local: Data: 27 de abril de 2021
Neste Artigo:

Francyne Alvão Rodrigues, essa carioca da gema, bailarina clássica de formação conta para nós um pouco da sua trajetória no mundo da dança, uma das suas inspirações e nada mais nada menos que a Svetlana Zakharova, primeira bailarina do Bolshoi. Francyne que mora atualmente no Japão aceitou o convite para uma sessão de fotos para a Gata do Portal de Maio. Bora conferir a entrevista?

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&nbspEntrevista com Francyne Rodrigues a Gata de Maio

Portal Mie: Com que idade você começou a dançar? E qual foi o estilo?
Francyne: Com 12 anos comecei a fazer balé, logo depois entrei no jazz, que são as duas modalidades que fiz por mais tempo, inclusive no balé clássico me formei profissional, mas também já me aventurei em algumas aulas de sapateado e contemporâneo.

Portal Mie: Como você avalia as oportunidades de estudar e pesquisar dança aqui no Japão?
Francyne: Pra mim que não falo nada de japonês, não é fácil, mas acredito que pra quem domine a língua as oportunidades sejam bem melhores, mas mesmo assim, eu continuo fazendo aulas em uma escola de balé japonesa e me comunicando através de mímica e muito improviso (rs).

Portal Mie: Quais são os maiores desafios na rotina de uma bailarina?
Francyne: Aqui no Japão, sem sombra de dúvidas é o tempo. A nossa vida é muito corrida e não sobra muito tempo pra se dedicar as nossas paixões. Por exemplo, no Brasil, mesmo depois de formada eu continuei fazendo aulas de balé de segunda a sexta, e aqui eu só consigo fazer aula uma vez por semana. E claro, independente do país, outro grande desafio é se manter magra. O mundo da dança “exige” que o(a) bailarino(a) seja magro por questões de estética, e também para previnir lesões (em saltos por exemplo), quanto mais leve você for, melhor, e no caso das bailarinas, quanto mais leve você for, mais fácil é para o bailarino conseguir fazer os levantamentos.

&nbspEntrevista com Francyne Rodrigues a Gata de Maio

Portal Mie: Como faz para miminizar os efeitos negativos causados pelas pontas, nos pés?
Francyne: Na verdade não tem muito o que ser feito, são ossos do ofício. Eu uso esparadrapo em volta dos dedos pra evitar que se formem bolhas e as vezes, gelo depois da aula para amenizar a dor. Mas nosso corpo não é anatomicamente feito para ficar na ponta dos pés, então dores, joanetes, bolhas e demais escoriações são inevitáveis. Temos que aprender a conviver com a dor e dançar sorrindo!

Portal Mie: Quais são os seus bailarinos preferidos?
Francyne: Tenho várias grande inspirações na dança, mas se tivesse que escolher, acredito que Svetlana Zakharova, que é uma russa maravilhosa e primeira bailarina do Bolshoi, e Marianela Nunez, que é argentina, mas dança em Londres, é a primeira bailarina do Royal Ballet. As duas tem caraterísticas diferentes, mas ambas tem uma dança incrível, são artistas impressionantes que deixam o público boquiaberto com suas performances.

Portal Mie: Sempre teve elasticidade ou teve de trabalhar essa parte? E que tipo de exercícios teve de fazer, ou que ainda faz?
Francyne: Nunca tive! Na verdade era uma criança bem “durinha”, e como não comecei tão novinha (normalmente se começa no balé aos 3 anos de idade), isso foi um pouco mais difícil, mas não é impossível. Flexibilidade é questão de treino e força de vontade, se você realmente quiser, basta treinar todos os dias. Como eu não “nasci flexível” eu ainda preciso continuar a fazer exercícios de alongamento pra não perder minha flexibilidade.

Portal Mie: Nesta sessão de fotos, o que chamou minha atenção além da sua beleza foi a sua postura, isso se deve a dança? Explique melhor aos nossos eleitores.
Francyne: Com certeza! Não posso dizer como meu corpo seria se não eu não dançasse, mas acredito que a dança, e principalmente o balé sejam grandes influências no meu biotipo atual e é claro, na minha postura. Quando você escuta por 12 anos que você deve manter a coluna reta, você não esquece (rs).

Portal Mie: Você tem pretenções em dar aulas para crianças ou mesmo adultos? A propósito, tem idade para começar a dançar balé?
Francyne: Na verdade eu já dou aulas! Comecei a dar aulas no Brasil quando tinha 16 anos, conciliava as aulas que eu fazia, as aula que eu dava e a faculdade. Aqui no Japão eu dou aula pra crianças a partir dos 3 anos e também para adultos. E não tem uma idade certa para começar a dançar, é claro que se você quiser se tornar um profissional, o ideal é que comece o mais cedo possível, mas se quiser fazer só por esporte, por amor, não existe uma idade certa, o importante é começar.

&nbspEntrevista com Francyne Rodrigues a Gata de Maio

Portal Mie: Quais são os seus lugares preferidos aqui no Japão e lá no Brasil?
Francyne: Apesar de ter morado a maior parte da minha vida no Brasil eu não conheço muitos lugares por lá, mas do que já visitei, Salvador na Bahia é lindo e o carnaval lá é incrível, e como eu gosto muito de praia, a Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, também é um destino impressionante. Aqui no Japão também não é muito diferente, gosto de ir à Izu no verão, e aproveitar as praias maravilhosas de lá.

Portal Mie: Conte para nós um pouco da sua história.
Francyne: Nasci no Rio de Janeiro onde vivi até os 6 anos e então me mudei para uma cidade pequena chamada Itaguaí, onde vivi até me mudar aqui para o Japão. Era uma criança estudiosa e dedicada, terminei os estudos bem novinha e aos 16 anos ingressei na faculdade de educação física. Conciliava meus estudos com as aulas de balé. Aos 19 terminei a faculdade e comecei a Pós-graduação em Dança e Consciência Corporal, o que para mim era um grande sonho, sempre quis estudar a dança na teoria, além da prática. Durante a faculdade conheci meu namorado e somando namoro e noivado ficamos juntos por 4 anos até casar, e então, nos mudarmos aqui para o Japão. Desde então, moramos em Hamamatsu na província de Shizuoka, onde trabalho lecionando no Colégio Lápis de Cor e também dando aulas de balé no colégio e em um estúdio de ioga na cidade de Iwata.

Seus Agradecimentos:
Francyne: Primeiramente a Deus, por até aqui ter nos sustentado. Em seguida minha família por sempre apoiar meus sonhos, meu esposo por além de apoiar, literalmente participar de tudo. A equipe incrível que participou desse ensaio, Lorena, Mili, Midori e Clayton Moraes, meus mais sinceros agradecimentos pelo dia incrível que passamos juntos.

 

Confira as fotos deste ensaio na seção Gata do Portal a partir do dia 01 de maio.

Reportagem
Clayton Moraes – Fotógrafo & Colunista
Fotos – cedidas

 


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