Funcionário de restaurante em Tóquio alega que foi demitido por ter tatuagem

Publicado em 3 de setembro de 2020, em Sociedade

O homem alega que foi demitido de seu trabalho em um luxuoso restaurante de sushi em Tóquio por causa de suas tatuagens.

Neste Artigo:
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Homem com braço tatuado (ilustrativa/banco de imagens PM)

Um residente de Tóquio apresentou uma queixa no tribunal distrital na terça-feira (1º) alegando que ele foi demitido ilegalmente de seu trabalho em um luxuoso restaurante de sushi simplesmente porque ele tem tatuagens. Ele busca indenização de 5,8 milhões de ienes.

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O homem, na faixa dos 20 anos, começou a trabalhar no restaurante de luxo dentro do Hotel New Otani em abril de 2018, de acordo com seu advogado Yoshikane Ikeda.

Ele trabalhava como assistente do chef de sushi, preparando comida grelhada e realizando outras tarefas.

Em uma noite no mês de julho, ele havia jantado com o gerente do restaurante. Seu amigo, que também estava na ocasião, mencionou que ele tinha tatuagem.

Dois dias depois, o homem foi demitido. Contudo, ninguém de restaurante foi confirmar com ele se realmente tinha uma tatuagem, disse o advogado.

“Você desonrou a companhia”, foi a explicação que o homem recebeu por sua demissão.

Após o advogado do homem ter negociado por ele, o restaurante disse que retiraria a decisão de despedi-lo. O restaurante então ordenou que ele trabalhasse na “preparação de comida” até que ele removesse a tatuagem.

Ikeda disse em uma coletiva de imprensa que o homem estava como medo de voltar a trabalhar porque a relação de confiança que ele tinha com o restaurante agora estava quebrada.

Ele disse que suas tatuagens sempre estavam cobertas, acrescentando que os regulamentos do restaurante não proíbem a arte corporal.

A operadora do restaurante de sushi emitiu uma declaração na terça-feira dizendo que “é lamentável que ele tenha apresentado queixa, visto que acreditávamos que já havíamos corrigido a irregularidade de despedi-lo após discussões”.

“Responderemos adequadamente em relação às solicitações detalhadas por indenização”, disse a companhia.

Fonte: Asahi, Japan Times


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