Crise do coronavírus: trabalhadores estrangeiros perdem emprego e local para morar

Publicado em 20 de abril de 2020, em Sociedade

Com algumas diferenças das crises anteriores, como de 2008 e pós-tsunami, os trabalhadores estrangeiros, desta vez, não estão conseguindo voo de volta.

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Tristeza (Flickr)

O número de trabalhadores estrangeiros que são demitidos ou tiveram o contrato não renovado devido à disseminação do novo coronavírus está aumentando rapidamente. Segundo um sindicato já passam de 2 mil consultas recebidas.

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Com essa pandemia não conseguem voo para voltar ao país de origem, já que estão reduzidos no mundo todo. A situação de pobreza começa a ficar aparente com a crise desencadeada pelo novo coronavírus. 

A brasileira Kaori Nakao, 38 anos, de Kiyosu (Aichi), trabalhava em uma indústria de autopeças, foi informada da não renovação do contrato no final do ano fiscal (março) por causa desse efeito. Além de ter sido notificada dos cortes de energia elétrica e gás por falta de pagamento ainda terá que deixar a moradia providenciada pelo contratante. 

Esse é o retrato dos trabalhadores estrangeiros que dependem das chamadas empreiteiras, apontou Akai Jinbu, do sindicato Union Mie, com sede em Tsu (Mie). Disse que em março foram mais de 300 consultas e em abril a tendência é de aumento.

“Está claro que a crise do corona para o trabalhador é uma situação séria que excede à da crise desencadeada pela quebra dos Lehman Brothers, em 2008”, aponta Jinbu.

O Tozen Union (Zenkoku Ippan Tokyo General Union), com sede em Tóquio, recebeu desde meados de março mais de 2 mil consultas, tanto por telefone quanto pelas redes sociais. 

Até outubro do ano passado, a última estatística do governo, são 1,66 milhão de trabalhadores estrangeiros, estagiários técnicos e estudantes que trabalham. Uma grande parte, cerca de 29%, trabalham em indústrias da transformação que tiveram produções suspensas por falta de peças. Outros 13% trabalham no segmento de serviços como hotelaria e restaurantes que tiveram queda violenta no movimento, tanto pela queda dos turistas estrangeiros, como pelo pedido de #FiqueEmCasa, ou de isolamento social. 

O Tozen Union disse que os trabalhadores estrangeiros têm direitos iguais, do benefício pelos dias parados em casa, como os japoneses. 

Onde mais procurar ajuda

A ONG Brasil Solidário, com sede em Yokohama, disponibiliza informações para quem precisar de ajuda sobre o cotidiano afetado pelos efeitos do novo coronavírus. O contato pode ser feito pelo Facebook (toque aqui). 

Outra ONG, SOS Mamães no Japão, já está ajudando famílias em situação difícil, fazendo uma ponte entre quem pode ajudar e os beneficiários. Se é mamãe ou está inscrita no grupo toque aqui e leia o post fixado no topo.

Outro local é o escritório da Hello Work, disponível em todas as províncias, para buscar informações sobre o subsídio para os trabalhadores, rompimento de contrato, demissão e outros (toque aqui para abrir a matéria).

Fontes: Tokyo Shimbun, Nikkey e Facebook


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