Japão pede a organizadores de grandes eventos que considerem cancelamentos pelas próximas 2 semanas

Publicado em 27 de fevereiro de 2020, em Sociedade

O pedido é destinado a reduzir potenciais riscos de transmissões entre grupos, visto que o governo está tomando medidas contra o novo coronavírus.

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Pessoas de máscara na estação de trem (ilustrativa/PM)

O governo pedirá a organizadores de grandes eventos esportivos e culturais que estão programados para as próximas duas semanas que considerem o cancelamento ou adiamento deles durante o que é visto como um momento crítico para o Japão deter um aumento de novas infecções por coronavírus, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe na quarta-feira (26).

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O pedido é destinado a reduzir potenciais riscos de transmissões entre grupos, visto que o governo está tomando medidas contra o coronavírus que causa pneumonia e que se originou na cidade central chinesa de Wuhan.

“Em vista dos riscos de transmissão em grande escala, decidimos pedir aos organizadores que cancelem, adiem ou realizem eventos esportivos e culturais a nível nacional em uma escala menor do que o planejado para as próximas duas semanas”, disse Abe em uma reunião da força-tarefa do governo.

As observações de Abe ocorrem um dia após o governo ter adotado uma diretriz básica sobre como endereçar o surto viral com seu foco em uso eficiente de hospitais para melhor tratar pessoas infectadas com sintomas severos.

Sob a diretriz, organizadores foram solicitados a “reexaminar” a necessidade de realizar grandes eventos, levando a críticas, principalmente de alguns legisladores de partido da oposição, de que a formulação era vaga e que o governo deveria esclarecer sua posição.

Se o surto travar o sentimento do consumidor por um período extenso, isso também poderia obscurecer a perspectiva para a economia japonesa, dizem analistas.

Um painel de especialistas do governo disse que a próxima semana, ou duas, será “crítica” em determinar se o vírus se propagará ainda mais no Japão. No país, 894 casos foram confirmados, embora grande parte deles seja do navio de cruzeiro Diamond Princess colocado sob quarentena em Yokohama (Kanagawa).

Proibição de entrada de visitantes da Coreia do Sul

Na mesma reunião de Gabinete, Abe disse que o Japão expandirá sua atual proibição de entrada a visitantes de áreas da Coreia do Sul atingidas pelo coronavírus.

Com início na quinta-feira (27), o Japão proibirá a entrada de cidadãos estrangeiros que visitaram a cidade sul-coreana de Daegu e o condado vizinho de Cheongdo na província de Gyeongsang do Norte, o centro do surto de coronavírus no país.

A proibição de entrada terá como alvo cidadãos estrangeiros que estiveram na cidade ou no condado dentro de 2 semanas antes de suas chegadas ao Japão, disse Abe.

O Ministério de Relações Exteriores do Japão elevou seu alerta de viagem para a cidade e o condado no sudeste da Coreia do Sul, pedindo a cidadãos japoneses que não façam viagens desnecessárias à área.

Até agora, o Japão tem barrado a entrada de cidadãos estrangeiros que estiveram na província chinesa de Hubei, cuja capital é Wuhan, o epicentro do surto, e da província de Zhejiang.

O número de infectados pelo coronavírus na Coreia do Sul passa de mil, com 11 mortes. Cerca de 80% dos casos confirmados vêm de dois aglomerados de infecções – de uma filial de um grupo religioso em Daegu e de um hospital em Chengdo, de acordo com a mídia sul-coreana.

Fonte: Mainichi


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