Escolas no Japão reconhecem mais de 540 mil casos de bullying

Publicado em 18 de outubro de 2019, em Sociedade

A pesquisa foi realizada em um total de 37.192 escolas do primário, ginásio e colegial, privadas e públicas, assim como instalações de educação especial.

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Sala de aula (ilustrativa/banco de imagens)

O número de casos de bullying reconhecidos em escolas de todo o Japão aumentou para 543.933 no ano acadêmico de 2018, o maior de todos e 129.555 a mais em comparação ao ano escolar de 2017, de acordo com resultados de pesquisa anunciados pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência, Bem-Estar e Tecnologia na quinta-feira (17).

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A pesquisa investigou questões em torno de comportamento problemático e não comparecimento nas escolas. O ministério disse que os resultados mostraram progresso em esforços ativos para reconhecer que o bullying existe em tais instalações.

Entretanto, também houve um recorde de 602 casos sérios de estudantes que sofreram graves danos mentais, físicos ou financeiros, dentre outros, um aumento de 128 do ano acadêmico de 2017, o qual mostrou que tentativas de detecção antecipada até agora falharam em levar a uma redução nas ocorrências.

A pesquisa foi realizada em um total de 37.192 escolas do primário, ginásio e colegial, privadas e públicas, assim como instalações de educação especial.

Em escolas do primário houve 425.844 casos reconhecidos de bullying, um aumento de 108.723 ante o ano anterior. Nas do ginásio, houve 97.704 casos do tipo, alta de 17.280. Escolas do colegial registraram 17.709 casos, um aumento de 2.920. Escolas de educação especial reportaram 2.676 casos, 632 a mais em comparação ao ano anterior.

Relatos de bullying aumentaram anualmente, em parte porque o ministério da educação começou a pedir às escolas que relatassem incidentes de conflitos e estudantes ociosos no ano acadêmico de 2013, quando a Lei de Promoção de Medidas para Prevenir Bullying entrou em vigor.

O número de escolas que relataram nenhum caso de bullying foi de 47% no ano acadêmico de 2013, comparado a somente 18,2% no período de 2018.

Tendências nos tipos de bullying, descritos na parte da pesquisa que aceita múltiplas respostas, não mudaram em comparação à média de resultados anuais. Nos resultados do ano acadêmico de 2018, abuso verbal e provocação foram os comportamentos mais registrados, contando por 62,7% de tais casos, a 341.270.

Casos de bullying relacionados a insultos e abuso via computador ou smartphones representaram somente 3% do total com 16.334 casos. Entretanto, eles formaram 3.387 casos de bullying, ou 19,1%, registrados em escolas do colegial, o segundo tipo mais alto após abuso verbal e provocação.

Asao Naito, professor associado em sociologia clínica na Universidade Meiji e especialista em questões de bullying, comentou sobre o novo recorde de casos de bullying reconhecidos.

“Enquanto muitos educadores não gostam de reconhecer o bullying, não podemos pensar do resultado da pesquisa como um aumento temporário na sensibilidade em torno da questão entre professores, já que eles ficaram mais cientes da visão cada vez mais dura que a sociedade tem em relação ao problema. É possível na verdade que haja mais casos graves, também”.

Fonte: Mainichi


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