Escolas estão fechando piscinas para reduzir custos

Publicado em 3 de julho de 2019, em Sociedade e atualizado em 5 de julho de 2019 as 1:01 AM

Algumas escolas estão terceirizando as aulas de natação, outra estão as encerrando completamente.

Neste Artigo:
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(ilustrativa/banco de imagens)

Embora piscinas sejam raras em escolas públicas do primário e ginásio no exterior, instalações do tipo estão normalmente disponíveis em suas homólogas japonesas.

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Crianças na Europa, por exemplo, geralmente têm aulas de natação em piscinas comunitárias, enquanto estudantes japoneses fazem isso em suas próprias escolas.

Entretanto, recentemente, mais estudantes do primário e ginásio no Japão estão tendo suas aulas de natação fora da área das escolas, em parte devido ao custo para reparo e manutenção das piscinas descobertas das escolas.

Ter aulas fora do campus custa menos e pode envolver instrução especializada, mas também traz questões sobre como transportar crianças a esses locais e encontrar horário para as aulas. Alguns municípios decidiram parar com as aulas de natação completamente.

Em 19 de junho, cerca de 60 alunos da Minamoto Elementary School em Chiba estavam tendo aula de natação em uma piscina coberta de um clube fitness nas proximidades.

Neste ano fiscal, o governo municipal de Chiba parou de usar piscinas em duas de suas escolas públicas do primário por causa do estado de degradação. O custo anual para manter uma piscina de escola é de ¥1,5 milhão e os reparos podem custar até ¥14 milhões. As piscinas também aumentam a carga de trabalho aos professores, visto que eles precisam gerenciar a qualidade da água e realizar outras tarefas.

Terceirizar aulas de natação custa cerca de ¥4 milhões por ano para as duas escolas, mas as aulas podem ser realizadas mesmo em dias de chuva e os estudantes podem receber instrução especializada. No dia apenas um professor precisa acompanhar os alunos de duas salas, o que pode ajudar a reestruturar práticas de trabalho para os docentes.

Em todo o país, mais e mais piscinas descobertas vêm desaparecendo das dependências de escolas.

De acordo com a Agência de Esportes, havia 27.757 piscinas de escolas em todo o país no ano fiscal de 1996, mas o número havia diminuído em cerca de 25% no ano fiscal de 2015, para 20.820.

Atualmente a agência está compilando as mais recentes estatísticas. “O declínio continua desde o ano fiscal de 2015, o que sugere que mais escolas estão realizando aulas de natação fora de suas dependências”, disse um representante da agência.

Em uma tendência oposta, alguns municípios fecharam suas piscinas comunitárias e abriram instalações de escolas para o público. Uma pesquisa conduzida pela agência no ano fiscal de 2014 mostrou que 25% das escolas públicas primárias e ginasiais abriram suas piscinas para o público geral.

Alguns municípios encerraram suas aulas de natação completamente, devido a dificuldades em encontrar tempo suficiente no cronograma escolar.

O governo municipal de Ebina (Kanagawa), por exemplo, havia fechado as piscinas em todas as suas escolas do primário e ginásio até o ano fiscal de 2011, e no lugar estava realizando aulas fora do campus. No ano fiscal de 2015, as escolas do ginásio da cidade encerraram por completo as aulas de natação. Inicialmente eles alocaram duas aberturas de aulas consecutivas voltadas à natação para estudantes de várias classes, mas achou cada vez mais difícil fazer isso e também garantir tempo para outras matérias.

Em contraste, o governo municipal de Yokohama (Kanagawa) decidiu manter suas piscinas de escolas. Durante o ano fiscal de 2012 uma escola realizou aulas de natação em um estabelecimento de ensino próximo, mas agora as oferece em sua própria piscina porque viajar para a outra consumia muito tempo.

Sob as diretrizes de ensino oficiais do governo, a educação física deve ser oferecida em 90 a 105 aulas por ano em escolas primárias, com uma aula tendo a duração de 45 minutos. Já no ginásio deve ser oferecida em 105 aulas, com duração de 50 minutos uma aula. As diretrizes estipulam que a natação é um elemento compulsório para estudantes a partir do primeiro ano do primário até o segundo ano do ginásio.

De acordo com a agência, o número de aulas de natação é deixado a critério da escola e se um local adequado não está disponível elas não precisam ser realizadas.

Aulas de natação começaram para prevenir acidentes

As aulas de natação se disseminaram no Japão após a 2ª  Guerra Mundial, como parte dos esforços para prevenir uma repetição de acidentes aquáticos trágicos envolvendo crianças.

De acordo com o professor Atsunori Matsui da Universidade de Educação de Naruto, o movimento foi causado principalmente por um acidente em maio de 1955 em que 168 pessoas – incluindo muitos alunos do primário e ginásio em viagens escolares – morreram quando uma balsa afundou na costa da província de Kanagawa. O desastre levou escolas em todo o país a construírem suas próprias piscinas.

Inicialmente, as diretrizes de ensino para escolas do primário categorizaram a natação como “dentre outros exercícios” na educação física, mas seu status foi atualizado para uma disciplina distinta quando as diretrizes foram revisadas no ano fiscal de 1968.

“Ensinar a nadar é importante para manter a segurança das crianças”, disse Matsui. “Ao invés de simplesmente depender do setor privado, as escolas deveriam examinar como ajudar professores a manter suas habilidades para oferecer instrução (nessa área)”.

Fonte: Yomiuri


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