Sonda japonesa cria primeira cratera artificial em um asteroide

Publicado em 26 de abril de 2019, em Sociedade

A missão, que custou 30 bilhões de ienes, foi lançada em dezembro de 2014 e deve retornar à Terra com amostras em 2020.

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&nbspSonda japonesa cria primeira cratera artificial em um asteroide
Fotos da superfície sem a cratera (à esq.) e depois (à dir.) – ANN

Cientistas japoneses tiveram sucesso em criar o que eles chamaram de a primeira cratera artificial em um asteroide, um passo para ajudar a esclarecer como o sistema solar evoluiu, informou a agência espacial do país na quinta-feira (25).

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O anúncio ocorre após a sonda espacial Hayabusa 2 ter acionado um dispositivo explosivo sobre o asteroide Ryugyu no início deste mês para abrir uma cratera na superfície e coletar material, visando revelar mais sobre as origens da vida na Terra.

Yuichi Tsuda, gerente de projetos da Hayabusa 2 na Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial – JAXA, disse aos repórteres que eles confirmaram a cratera a partir de imagens capturadas pela sonda localizada a 1.700 metros acima da superfície do asteroide.

“Criar uma cratera artificial com um impactor e observá-la em detalhes subsequentemente é a primeira tentativa no mundo”, disse Tsuda. “Isso é um grande sucesso”.

A sonda Deep Impact da NASA teve êxito em criar uma cratera artificial em um cometa no ano de 2005, mas somente para propósitos de observação.

Masahiko Arakawa, professor da Universidade de Kobe envolvido no projeto, disse que foi “o melhor dia de sua vida”.

“Pudemos ver um buraco daquele tamanho mais claramente do que o esperado”, disse. Ele enfatizou que as imagens mostraram uma cratera de 10 metros de diâmetro.

Acredita-se que o asteroide contenha quantidades relativamente altas de material orgânico e água de cerca de 4,6 bilhões de anos atrás, quando o nasceu o sistema solar.

Em fevereiro, a Hayabusa 2 pousou no Ryugyu brevemente e disparou uma espécie de bala na superfície para espalhar poeira para coleta, antes de regressar a sua posição de controle.

A missão, que custou 30 bilhões de ienes, foi lançada em dezembro de 2014 e deve retornar à Terra com amostras em 2020.

Fotos do Ryugyu, que significa “Palácio do Dragão” e se refere a um castelo no fundo do oceano em um antigo conto japonês, mostram que o asteroide tem uma superfície rígida cheia de rochedos.

Fonte: Japan Today


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