Estrangeiros e japoneses contam seus sonhos no ginásio noturno

Publicado em 17 de abril de 2019, em Sociedade

Japoneses e estrangeiros de faixa etária que vai até 86 anos contam da alegria de voltar a estudar e dos seus sonhos. Veja o que dizem brasileira e peruana!

Neste Artigo:
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A peruana é representante da classe de japoneses e diversos estrangeiros (Tokyo Shimbun)

Depois de 22 anos duas escolas ginasiais são reabertas para turmas do período noturno, em Kawaguchi (Saitama) e Matsudo (Chiba). Na terça-feira (16) foram realizadas cerimônias de ingresso dos novos alunos.

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Na Shibanishi Chugakko Yoshunbunko, de Kawaguchi, são 30 japoneses e 47 estrangeiros, de faixa etária variada, com expectativas diversas.

Sebastian Nabeda, 18, peruana, declarou “usarei tudo o que aprender aqui e depois de me formar seguirei para o curso técnico de gastronomia. Que possamos prosseguir unidos, cada um rumo aos seus sonhos”.

O período letivo começa às 17h30 até 20h45, com 4 disciplinas por dia, incluindo um intervalo para a refeição. Cada aluno leva seu obentô. Igual ao currículo normal, os alunos fazem faxina da sala de aula por 5 minutos, participam de atividades esportivas, artísticas e culturais.

Sonhos da brasileira e japonesa de 86 anos

Na escola municipal Mirai Bunko, em Matsudo, foram 20 os que ingressaram, incluindo 9 estrangeiros.

“Vendo meu filho crescer senti vontade de voltar a estudar. O sonho se realizou”, disse com alegria a brasileira Chiyoka Nishi, 49.

Em todo o país o número de escolas noturnas chegou a mais de 80, mas atualmente restaram 33 em 9 províncias, incluindo essas duas.

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40 minutos a pé para ir à escola (Tokyo Shimbun)

Shizuko Horikawa, 86, foi obrigada a trabalhar na indústria bélica quando deveria estar na escola. Depois da guerra, sem ter o que comer, trocou o banco escolar pelo trabalho no restaurante. Assim foi até os 73 anos para criar os filhos.

Durante e logo após a guerra era proibido escrever em letras romanas. Ela conta que quando viu o folheto sobre essa escola noturna pensou “é agora”.

Seu sonho é “aprender inglês, escrever e ler, para poder ver um mundo diferente”.

Para Shizuko nem os 40 minutos a pé, com bengala, de casa para a escola, são impedimento para realizar seu sonho.

Fonte: Tokyo Shimbun


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