Promotoria pede prisão perpétua para brasileira Kate Yuri

Publicado em 7 de março de 2019, em Sociedade e atualizado em 8 de março de 2019 as 8:23 AM

“Vi uma pessoa parecida comigo esfaqueando”, disse a ré Kate, durante a audiência de quinta-feira em Osaka. Prisão perpétua ou sentença de morte?

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Kate Yuri Oishi quando chegou da China (Mainichi)

Na quinta-feira (7) foi realizada mais uma audiência no Tribunal de Osaka, onde a ré brasileira Kate Yuri Oishi, 34, está sendo julgada pelo homicídio da ex-colega e enfermeira Rika Okada.

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Na audiência do dia anterior a mãe e a irmã mais velha da vítima teriam dito, em lágrimas, que desejam “pena capital pelo crime ultrajante”. Durante o depoimento para o juiz a mãe declarou “minha filha foi brutalmente assassinada por causa do desejo ultrajante da ré, depois a enviou por correio como bagagem e abandonada em um depósito. Quero que pague pelo crime com sua vida”.

Prisão perpétua

De acordo com a promotoria Kate Yuri e Rika estudaram juntas no primário e ginásio, na província de Nara.

O crime ocorreu em 22 de março de 2014, no apartamento da enfermeira Rika, em Nishinari-ku, cidade de Osaka (província homônima). Kate teria usado uma faca para o crime, perfurando 55 vezes o abdômen e tórax do seu alvo.

Teria levado 6 mil ienes em dinheiro, documentos e cartões de crédito da vítima. Mais tarde usou os documentos para obter passaporte falsificado, se passando pela vítima, para sair do país. Usou também os cartões de crédito.

Kate teria comprado uma faca para o crime, portanto, está sendo julgada pelo homicídio previamente planejado.

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A brasileira flagrada na China com sua amiga, logo depois do crime (Kansai TV)

Nessa ocasião ela morava em Kanto e estava com o visto de permanência vencido. A acusação apontou que “a ré agiu egoisticamente a fim de obter o passaporte para poder viver ao lado de uma mulher chinesa, com quem se tornou íntima”.

Pediu prisão perpétua para Kate.

Grau de responsabilidade criminal

Não há disputa sobre os fatos, entre a defesa e a acusação. A questão principal é sobre o grau de responsabilidade criminal. No julgamento a defesa argumentou que Kate estava em um estado de profundo constrangimento devido à PID-perturbação de identidade dissociativa ou transtorno dissociativo de identidade, já que a capacidade de controlar o comportamento da outra personalidade foi significativamente diminuída no momento do crime.

Questionada, a ré Kate declarou “vi de cima uma pessoa parecida comigo esfaqueando uma vez”. Ela continua afirmando que não tem na sua memória a visita ao apartamento da vítima, a enfermeira Rika.

Ao ser perguntada a sua opinião Kate afirmou “não é fato que eu tenha feito algo de ruim. Não sei o significado de estar aqui”.

De um lado há o pedido de condenação à morte e de outro o de prisão perpétua. Qual será a sentença ainda não se sabe, mas será dada em 14 deste mês.

Fontes: Sankei e Asahi 


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