Aumento dos casos de anisaquíase no Japão

Publicado em 15 de março de 2019, em Sociedade

Houve aumento de quase o dobro de pacientes com anisaquíase em 2018, informou o governo. Saiba como se prevenir.

Neste Artigo:
&nbspAumento dos casos de anisaquíase no Japão
Sashimi de bonito ou katsuo em japonês (Flickr)

De acordo com dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão em 2018 o número de pacientes com anisaquíase subiu para 478, de 468 casos. Esses números mostram que houve um aumento do dobro em relação a 2017, cujo número de pacientes foi de 230 pessoas.

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Entre todos os casos de intoxicação alimentar subiu para a primeira posição, deixando a provocada pela Campylobacter dos frangos em segunda.

Até 2017 os relatos indicavam que tiveram anisaquíase depois de comerem sashimi de cavala, saura ou lula. Mas, no ano passado o maior número foi por causa da ingestão de bonito (鰹, lê-se katsuo) cru.

“A variação da temperatura das águas marinhas pode ter influenciado na infestação da larva Anisakis nos peixes como o bonito”, avaliou o ministério.

O que é e como evitar

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Anisakis é pequena e bem estreita (Asahi)

A anisaquíase é uma doença parasitária provocada pela larva Anisakis. Ela infecta o estômago e o intestino causando dor intensa na região abdominal, náuseas e vômito, além da febre. Pode levar a pessoa à morte.

Essa larva pode estar presente nos peixes crus como sardinhas e cavalas, além dos mariscos. Por isso, antes de preparar o sashimi é preciso ter cuidado.

A larva Anisakis não morre mesmo deixando os peixes crus de molho no sal ou vinagre. As únicas formas de eliminá-las são congelando a uma temperatura inferior a -20ºC por mais de 24 horas ou preparar os pescados com aquecimento superior a 70ºC.

O governo recomenda também evitar a ingestão de peixes crus fora de casa, pois não se sabe se cumpriram esses procedimentos.

Porém, ao sentir os sintomas depois de comer peixes ou mariscos crus, deve procurar um médico imediatamente. Só o médico pode detectar o parasita e recomendar um tratamento à base de vermífugo ou removê-lo com procedimentos específicos.

Como é muito fino, é quase que imperceptível a olho nu.

Fonte: Asahi 


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