Revista japonesa se desculpa por publicar artigo com ‘ranking sexual’ envolvendo universitárias

Publicado em 10 de janeiro de 2019, em Sociedade

A revista publicou um artigo com lista mostrando o quão fácil é convencer universitárias a ter relações sexuais após festas regadas a bebida.

Neste Artigo:
&nbspRevista japonesa se desculpa por publicar artigo com 'ranking sexual' envolvendo universitárias
A revista descreveu como “convencer” mulheres e julgar se uma estava disponível sexualmente com base nas roupas que ela estava usando e aparência (ilustrativa/banco de imagens)

Uma revista masculina japonesa teve que emitir um pedido de desculpas após publicar uma lista mostrando o quão fácil é convencer estudantes do sexo feminino a ter relações sexuais após festas regadas a bebida.

Publicidade

A lista na edição da revista semanal Spa! gerou revolta.

Uma mulher lançou uma campanha exigindo um pedido de desculpas e que o artigo fosse removido.

Ela se referiu à prática de gyaranomi – festas regadas a bebida onde homens pagam mulheres para participar.

O artigo na edição de 25 de dezembro disse que as festas eram populares entre universitárias e incluíam uma entrevista com o desenvolvedor de um app destinado a ajudar homens e mulheres a encontrarem parceiros em potencial.

“Gostaríamos de pedir desculpas por usar linguagem sensacionalista para atrair os leitores sobre como eles podem se tornar íntimos das mulheres e por criar um ranking com nomes verdadeiros de universidade que resultou em uma situação a qual pode ter ofendido leitores, disse a revista em uma declaração.

“Em questões que envolvem sexo, como revista, faremos de tudo para ouvir várias opiniões”, frisa a declaração.

O artigo mencionou cinco universidades onde estudantes estavam “facilmente disponíveis” em festas regadas a bebida e descreveu como “convencer” mulheres e julgar se alguma estava disponível sexualmente com base nas roupas que ela estava usando e aparência.

A petição iniciada por Kazuna Yamamoto na change.org teve apoio de mais de 33 mil pessoas na terça-feira (8).

O Japão tem baixa classificação em igualdade de gênero em rankings globais e continua lento para aderir ao movimento #MeToo.

No ano passado, uma investigação do governo descobriu que pelo menos nove faculdades de medicina no Japão haviam manipulado ingressos, em parte para excluir estudantes do sexo feminino.

Fonte: BBC


Vamos comentar?

Outras Notícias

.
Passagens Aereas para o Brasil
Casa Própria no Japão
Produtos Brasileiros no Japão
Produtos Brasileiros no Japão - Mugen Foods
Empregos no Japão - Konishi Sangyo
Fujiarte - Empregos no Japão
FUJIARTE - Empregos no Japão
Apartamentos para alugar no Japão
Apartamentos para alugar no Japão
Empregos no Japão - Good Support!!
UNIP Faculdade à distância
Kumon - Estude japonês!