Brasileiro fez greve de fome radical no presídio da Imigração e nada mudou

Publicado em 24 de dezembro de 2018, em Sociedade

Na greve de fome desencadeada por 30 estrangeiros detidos no presídio da Imigração, um deles, o brasileiro, nem água tomou.

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Centro da Imigração Nishi Nihon (Asahi)

Em 20 de novembro cerca de 30 estrangeiros detidos no presídio do Higashi Nihon Immigration Center, em Ushiku (Ibaraki), fizeram uma greve de fome. O ato foi em protesto aos longos dias de detenção sem ouvidos para os pedidos de liberdade provisória ou karihomen (仮放免).

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Entre eles, um brasileiro de 36 anos, além de não comer se negou a tomar água também. Passadas duas semanas, em 6 de dezembro, ele perdeu os sentidos, soube um jornalista do Harbor Business.

Dos 342 detidos (até fevereiro deste ano), 242 são por terem pedido asilo no Japão, sem perspectiva de quando serão liberados.

Como funciona o karihomen

Se um estrangeiro que perdeu o status de residência tiver um fiador pode solicitar o pedido de libertação provisória.

Esse poderá levar 70 ou 120 dias para ser concedido. Outros amargam mais de um ano, refazendo o pedido. Segundo o jornalista, dentre eles há quem tenha pedido 15 vezes.

Greve radical: de comida e água

O brasileiro W concedeu entrevista para o HB. Contou que emagreceu 3 quilos em uma semana, dia 26 de novembro.

Veio ao Japão com 13 anos depois de ter passado por um sequestro relâmpago e o pai assaltado 3 vezes. Seus pais escolheram o Japão por ser um país seguro.

Sansei, com visto permanente, perdeu por conta da condenação. Esteve envolvido com um grupo de furto de veículos. Julgado e condenado passou 1 ano e 10 meses na prisão. Depois foi mandado para o presídio da Imigração de Nishi Nihon.

Após desse período obteve o karihomen e, novamente, foi preso por furto de veículos.

Preso novamente

Passou mais 3 anos na prisão e quando saiu foi mandado para o presídio da Imigração de Nagoia (Aichi), onde esteve confinado por 1 ano. Transferido para o de Nishi Nihon, está há 9 meses.

Esta foi a sua quarta participação na greve de fome. Desta vez decidiu ser radical, incluindo a greve da água.

Depois de ter passado mal no dia 6 deste mês, os demais pararam com a greve também.

Mas, por outro lado, nada mudou na operação da instituição em relação à agilização dos pedidos de libertação provisória.

Ou seja, como disse um detento “se você está na prisão, sabe quando poderá sair, depois do cumprimento da pena. Mas aqui se pede o asilo ou a libertação temporária sem sabermos quanto tempo isso levará”.  

Fonte: Harbor Business 


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