Presidente do conselho da Nissan Carlos Ghosn é preso no Japão

Publicado em 19 de novembro de 2018, em Sociedade

A Nissan disse que Ghosn estava envolvido em vários atos ilícitos, incluindo gastar fundos da empresa para fins pessoais.

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A Nissan anunciou em 19 de novembro que sua investigação de meses com base em dicas de delatores revelou que Ghosn, de 64 anos, e Kelly, de 62, cometeram várias irregularidades (Wikimedia/Thesupermat)

O presidente do conselho de administração da Nissan Motor, Carlos Ghosn, foi preso em 19 de novembro por promotores de Tóquio sob suspeita de subnotificar sua renda em violação ao Ato de Instrumentos Financeiros e Troca, de acordo com pessoas próximas à investigação.

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Os promotores também prenderam o diretor representante da Nissan, Greg Kelly, sob suspeita da mesma violação da lei, disseram.

A sede da Nissan em Yokohama (Kanagawa) também foi investigada em conexão com o caso, frisaram.

De acordo com sua demonstrações financeiras, Ghosn ganhou 735 milhões de ienes – cerca de 6,52 milhões de dólares – no ano fiscal de 2017. O valor real que ele faturou foi centenas de milhões de ienes mais, disseram pessoas familiares com o assunto.

A Nissan anunciou em 19 de novembro que sua investigação de meses com base em dicas de delatores revelou que Ghosn, de 64 anos, e Kelly, de 62, cometeram várias irregularidades. A empresa disse que os atos ilícitos deles incluem listar as rendas de Ghosn como valor menor do real em demonstrações financeiras por anos.

A fabricante de veículos disse que Ghosn estava envolvido em vários atos ilícitos, incluindo gastar fundos da empresa para fins pessoais.

A empresa disse que uma proposta será feita ao conselho de diretores para demitir Ghosn do cargo de presidente. Uma proposta similar será feita em relação a Kelly, frisou.

A Nissan disse que está cooperando completamente com a investigação dos promotores e que continuará fazendo isso.

Pela manhã, Ghosn falou voluntariamente com os promotores de uma seção de investigação especial do Escritório de Promotores Públicos do Distrito de Tóquio, disseram pessoas próximas à investigação.

Nascido no Brasil, Ghosn foi presidente da montadora japonesa entre 2001 e 2017. Ele deixou o cargo no ano passado para cuidar das parcerias com Renault e Mitsubishi, montadora que foi adquirida após passar por escândalos de fraude e na qual ele era membro do conselho.

Apesar disso permaneceu como presidente do conselho na Nissan. Um raro executivo estrangeiro no topo da carreira no Japão, Ghosn é bem visto por ter tirado a Nissan da beira da falência.

Fonte: Mainichi


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