Shinzo Abe: trajetória de vida e governo

Publicado em 28 de agosto de 2020, em Política

Conheça a história do político Shinzo Abe, o qual teve passagem como assalariado, antes de ingressar na vida pública e chegar ao topo da liderança do Japão.

Neste Artigo:
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Foto de 2016 (Flickr)

Shinzo Abe se tornou Primeiro-Ministro em 2006, com apenas 52 anos, considerado jovem no meio político e também na história do pós-guerra.

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No entanto, o Partido Liberal Democrata sofreu uma derrota histórica nas eleições para a Câmara de Representantes no ano seguinte.

Ele não desiste e volta a sentar no mais alto posto do país. 

DNA de Shinzo Abe, ex-assalariado

Natural da província de Yamaguchi, nasceu em 21 de setembro de 1954, portanto tem 65 anos. É o segundo filho de um então jornalista do Mainichi. Mas tem DNA de político pois seu avô paterno foi parlamentar e o avô materno e seu tio foram Primeiro-Ministro.

Estudou desde o primário em Tóquio e se formou em Ciência Política pela Faculdade de Direito da Universidade Seikei. Logo depois, em 1977 foi para os Estados Unidos estudar inglês e ao retornar, em 1979, tornou-se assalariado na Kobelco-Kobe Steel. Trabalhou por essa empresa nos Estados Unidos, Kakogawa (Hyogo) e Tóquio.

Mas a vida de assalariado durou pouco. Três anos depois tornou-se secretário de seu pai, Shintaro, empossado como ministro das Relações Exteriores desde 1982.

Cinco anos depois casou-se com Akie, filha de um grande empresário.

Início da carreira política

Seu pai morreu repentinamente em 1991 e ele, dois anos depois, decide usar a forte base política deixada por ele e se candidatou por Yamaguchi. Assim começa a sua carreira como político, na linha mais liberal, naquela época. 

Nas eleições do PLD-Partido Liberal Democrata tornou-se um dos recomendados por Junichiro Koizumi, quem veio a ser Primeiro-Ministro mais tarde.

No segundo mandato de Yoshiro Mori como primeiro-ministro, em 2000, indicado por Koizumi assumiu o cargo de secretário adjunto do Secretário-Chefe de Gabinete. Mais tarde, também ocupou o cargo de Secretário-Geral na primeira gestão de Koizumi, com apenas 49 anos, o que surpreendeu a comunidade política na época.

Em 2004, se tornou o chefe da Sede da Promoção da Reforma do PLD e em 31 de outubro do ano seguinte assumiu o posto de Secretário-Chefe de Gabinete do terceiro mandato de Koizumi. 

Em 1.º de setembro de 2006 anunciou concorrer ao posto máximo prometendo trabalhar na reforma constitucional, reforma educacional, solidez fiscal e reformas estruturais.

Derrotando Taro Aso e Sadakazu Tanigaki, Abe é eleito em 26 de setembro de 2006 a Primeiro-Ministro do Japão, como o 90.º a ocupar o cargo. Na ocasião da posse anunciou uma política para acelerar e assumir a reforma estrutural de Koizumi, tendo como cenário o belo país (美しい国, lê-se utsukushii kuni). 

As suas primeiras visitas foram a China e Coreia do Sul a fim de melhorar as relações com os 2 países. Denunciou o teste nuclear da Coreia do Norte como “um sério desafio à segurança do Japão”. Além disso conseguiu aprovar uma resolução de sanção àquele país junto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Entre uma série de dificuldades no país, teve uma doença crônica, uma colite ulcerosa, e seu mandato durou 366 dias, sucedido por Yasuo Fukuda.

Recorde de dias governados

Seu segundo mandato, como 96.º Primeiro-Ministro foi entre 26 de dezembro de 2012 a 24 de dezembro de 2014, com 729 dias. Com foco na revitalização econômica a palavra mais usada foi “Abenomics”, referente à deflação. Foi quando teve o aumento do imposto sobre consumo, de 5 para 8%.

De 8 para 10% foi postergado por duas vezes e acabou ocorrendo em outubro do ano passado.

O terceiro, como 97.º começou na sequência, em 24 de dezembro de 2014 a 1.º de novembro de 2017, todos da era Heisei.

Em 1.º de novembro do mesmo ano assume como 98.º Primeiro-Ministro, passando para a nova era Reiwa. Foi no seu mandato que o país aprovou a sucessão do trono imperial ainda em vida. Assim, em 1.º de maio do ano passado, junto com a entronização, iniciou-se a nova era. 

Em seu governo seriam realizadas as Olimpíadas e Paralimpíadas 2020, se não fosse a pandemia do novo coronavírus. 

Diplomacia

Em termos de diplomacia, visitou 176 países nos últimos 8 anos, com a defesa do olhar global.

Realizou uma reunião de cúpula do G7 em Ise (Mie) em 2017 e no ano passado foi em Osaka. Depois do G7 de Mie Obama visitou Hiroshima e Abe foi a Pearl Harbor, no Havaí. Com Trump mantém bom relacionamento.

Em relação a Coreia do Norte, ainda estão pendentes as questões dos testes nucleares, dos sequestros e das mulheres que foram usadas pelos soldados na época da guerra.

Na diplomacia econômica houve avanço das negociações do TPP-Acordo de Parceria Transpacífico e a participação de 11 países, excluindo os Estados Unidos, o qual se retirou.

Coronavírus

Em meio à pandemia Abe trabalhou incansavelmente dando coletivas de imprensa quase todos os dias. Declarou estado de emergência em abril para tentar conter o avanço da infecção. 

Fretou aviões para resgatar japoneses da China e outros países, além de acomodar passageiros do navio de cruzeiro Diamond Princess.

Devido à queda no consumo pessoal, o PIB-Produto Interno Bruto de abril a junho teve a maior queda após o Lehman Shock e a economia está severamente afetada. Uma questão importante para ele é como equilibrar a promoção de medidas e a recuperação econômica.

Em 24 de agosto deste mês completou 2.799 dias de mandato, superando o marco de seu tio Eisaku Saito.

O seu último pronunciamento foi em 18 deste mês, em Hiroshima. Desde então, a imprensa não fala de outra coisa senão sobre a colite ulcerosa crônica. 

Fontes: Kantei, NNN, Nippon e NHK


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