Economia japonesa entra em recessão

Publicado em 18 de maio de 2020, em Economia e atualizado em 20 de maio de 2020 as 11:49 AM

A queda de 3,4% no crescimento do PIB para os primeiros meses de 2020 segue um declínio de 6,4% no último trimestre de 2019, empurrando o Japão para uma recessão técnica.

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&nbspEconomia japonesa entra em recessão
Calculadora, notas e moedas de ienes (ilustrativa/PM)

O Japão entrou em recessão pela primeira vez desde 2015, visto que o custo financeiro do coronavírus continua a aumentar, de acordo com matéria publicada pela BBC nesta segunda-feira (18).

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A terceira maior economia do mundo encolheu a um ritmo anual de 3,4% nos primeiros 3 meses de 2020.

O coronavírus está causando caos na economia global com um custo estimado de até $8.8 trilhões.

Na semana passada, a Alemanha entrou em recessão, visto que grandes economias enfrentam o impacto de lockdowns sustentados.

O Japão não aplicou um lockdown nacional, mas emitiu um estado de emergência em abril que afetou severamente as redes de fornecimento e negócios na nação dependente de comércio.

A queda de 3,4% no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para os primeiros meses de 2020, segue um declínio de 6,4% durante o último trimestre de 2019, empurrando o Japão para uma recessão técnica.

Consumidores no Japão vêm sendo afetados pelo impacto duplo, do coronavírus e aumento do imposto sobre consumo (shohizei) de 8 para 10 por cento que entrou em vigor em outubro de 2019.

Enquanto o Japão suspendeu seu estado de emergência em 39 de suas 47 províncias, a perspectiva econômica para esse trimestre atual é igualmente sombria.

Analistas entrevistados pela Reuters preveem que a economia do país encolha 22% durante o período de abril a junho, que seria seu maior declínio em registro.

O governo japonês já anunciou um pacote de estímulo recorde de $1 trilhão e o Banco do Japão – BOJ expandiu suas medidas de estímulo pelo segundo mês consecutivo em abril.

O primeiro-ministro Shinzo Abe prometeu um segundo orçamento no fim deste mês para financiar novas medidas de gastos a fim de amortecer o golpe econômico causado pela pandemia.

O Japão enfrenta um desafio único, visto que sua economia está estagnada há décadas, comparada às economias mais dinâmicas das rivais EUA e China.

A nação japonesa também depende pesadamente de exportação de seus produtos e tem pouco controle na demanda do consumidor em outros países, que foi duramente impactada pelos lockdowns do coronavírus. Muitas de suas maiores marcas, como as montadoras Toyota e Honda, têm registrado quedas nas vendas em todo o mundo.

O turismo, que há muito tempo vem sendo um estímulo para a economia japonesa, também foi muito afetado, já que a pandemia mantém os turistas distantes. O Japão tem mais de 16 mil casos confirmados de coronavírus e cerca de 740 mortes.

Como ele se compara a outras grandes economias?

As coisas parecem desoladoras para a economia japonesa a curto prazo, junto com outras grandes economias em todo o mundo.

Mas, apesar de ser a primeira das três principais economias do mundo a entrar oficialmente em recessão, o país na verdade parece estar fazendo melhor, ou menos mal, do que outras grandes economias.

Enquanto economistas preveem que a economia do Japão encolherá a um ritmo anual de 22% no período de abril a junho, eles também preveem que os EUA poderiam contrair em mais de 25%. A taxa de declínio anual de 3,4% no primeiro trimestre também se compara favoravelmente aos 4,8% que os EUA sofreram nos primeiros três meses deste ano.

Esse foi o declínio mais acentuado para a economia dos EUA, a maior do mundo, desde a Grande Depressão dos anos 1930.

A China, a segunda maior economia do mundo, viu crescimento econômico encolher 6,8% nos primeiros três meses de 2020 comparado ao ano anterior, sua primeira contração trimestral desde o início dos registros.

Ainda não houve confirmação de que ambas essas economias entraram em recessão técnica, que é definida como dois trimestres consecutivos de crescimento negativo, mas a maioria dos economistas espera que elas entrem nos próximos meses.

Fonte: BBC


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