Ministro minimiza comentários de que aumento do imposto de consumo pode ser adiado

Publicado em 19 de abril de 2019, em Economia

Por duas vezes Shinzo Abe adiou o plano de aumentar o imposto sobre consumo para 10% após a subida anterior de 5% para 8% que ocorreu em 2014.

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Aumento do imposto sobre consumo, de 8 para 10 por cento, está programado para outubro deste ano (ilustrativa/banco de imagens)

O ministro das finanças do Japão, Taro Aso, disse na sexta-feira (19) que não houve mudança na posição do governo, o qual seguiria com o planejado aumento de imposto sobre consumo – shohizei – em outubro, a não ser que haja um grande choque econômico na escala do colapso da Lehman Brothers em 2008.

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Aso fez o comentário um dia após um assistente direto do primeiro-ministro Shinzo Abe ter dito em um programa de TV na internet que o aumento de imposto sobre consumo pode ser adiado dependendo dos resultados da pesquisa trimestral de confiança nos negócios, a Tankan, do banco central, que será divulgada em julho.

As observações feitas por Koichi Hagiuda, secretário-geral do Partido Liberal Democrático- PLD de Abe, alimentaram especulações de que o primeiro-ministro pode adiar o aumento do imposto, apesar de seus repetidos votos de que seguiria em frente.

“O aumento do imposto sobre consumo para 10% é de maior necessidade para garantir fontes financeiras estáveis para pagar por segurança social a todas as gerações, com a finalidade de cooperar com a população em envelhecimento”, disse Aso aos repórteres após uma reunião do Gabinete. “Vamos proceder a menos que um grande incidente como o colapso da Lehman Brothers aconteça”.

O aumento anterior do imposto, de 5% para 8% em abril de 2014, afetou muito os consumidores e desencadeou uma recessão acentuada na terceira maior economia do mundo.

Desde então, Abe adiou a segunda fase do aumento do shohizei duas vezes, visto que ele priorizou o crescimento econômico acima de reformas fiscais necessárias para resolver o peso da maior dívida pública do mundo industrial.

O governo já planejou gastar dois trilhões de ienes (US$17,9 bilhões) em medidas para neutralizar o abalo aos consumidores decorrente de um aumento do imposto sobre consumo para 10%.

Muitas empresas japonesas querem que as autoridades sigam em frente com o planejado aumento do imposto, mas sentem que gastos adicionais do governo são necessários para atenuar o abalo na economia, mostrou uma pesquisa mensal da Reuters.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico(OCDE) instou o Japão na segunda-feira (15) a elevar o imposto sobre consumo para 26 por cento, destacando a necessidade que o país tem em aumentar as finanças enquanto sua população envelhece rapidamente.

Fonte: Agência Reuters


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