Escassez de salmão e sauro: aumento de preços e demissões

Publicado em 7 de outubro de 2017, em Economia

Os conhecidos pescados de outono – salmão e sauro – estão escassos nas águas do Japão. A amarga escassez reflete em demissões e nos preços.

Neste Artigo:
&nbspEscassez de salmão e sauro: aumento de preços e demissões
Salmão e suas ovas, sauro e lula andam escassos nas águas do mar no Japão (Pixabay)

A escassez dos peixes de outono continua. A redução do volume de pesca no Japão é expressiva. Em relação ao mesmo período do ano passado, a pesca do salmão diminuiu 40% e do sauro do Pacífico (nome científico Cololabis saira e sanma em japonês) caiu 50%.

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A escassez recorde tem causa na temperatura das águas do mar. Se o ano passado foi o pior dos últimos 40 anos, este está sendo péssimo.

Com a escassez, o primeiro reflexo é nos preços desses peixes nos supermercados. Segundo o jornal de economia Nikkei, há aumento de 3 a 4 vezes do preço normal.

A Cooperativa de Pescadores de Akkeshi, em Hokkaido, teve que interromper as vendas dos pescados. “Não temos o que vender”, lamentou um entrevistado. Todarodes, uma espécie de lula, chamada de surumeika em japonês, também está em falta. O motivo é o mesmo, a escassez é de 25% em relação ao pior ano, que foi em 2016.

Altos preços do salmão e sauro

Um sauro (sanma) de cerca de 130 gramas está sendo vendido a 400 a 600 ienes nas peixarias e mercados. Uma única fatia de salmão chega a custar de 250 a 300 ienes. Ambos sofreram um aumento de 300 a 400% em relação ao preço normal.

As ovas de salmão (ikura) atingiu o preço máximo das últimas décadas. Está sendo vendido a 9,5 mil ienes o quilo no Mercado de Tsukiji (Tóquio).

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Demissões por falta de sauro

A indústria Iwate Kanzume, produtora de alimentos enlatados, situada em Miyako (Iwate), tomou decisões difíceis. Anunciou que interromperá as atividades de uma das 6 unidades fabris, em 30 de novembro. O motivo é a falta de matéria-prima. Sem peixes, não há como produzir o sanma cozido ou o kabayaki, ambos enlatados.

A indústria teve que fazer o comunicado aos 88 funcionários. Desses, 76 ficarão desempregados.

“Foi uma decisão amarga. Espero poder reabrir a fábrica assim que a pesca se normalizar e reempregar os funcionários”, lamentou o dono da empresa.

O Centro de Tecnologia da Pesca de Iwate informou que até 5 deste mês, o volume de sanma foi de 2,4 mil toneladas, o que representa ⅓ do total do mesmo período do ano passado.

Fontes: Nikkei Shimbun e Sankei News
Fotos: Wikimedia e Pixabay   


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