Programa de reabilitação muda vida de jovens estrangeiros

Publicado em 12 de maio de 2020, em Comportamento

Reformatório em Aichi cria programa de reabilitação de jovens estrangeiros.

Neste Artigo:
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Jovem descreve família para instrutores e outros participantes em programa de reabilitação

O Reformatório de Seto, na província de Aichi, recebe muitos jovens de nacionalidade estrangeira. A fim de construir um ambiente confortável para expressarem suas opiniões, foi criado um programa especial voltado a estrangeiros.

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O local cuida de 68 jovens, sendo que 10 têm nacionalidade estrangeira.

Em entrevista para o jornal Asahi, o instrutor Koji Numata, 36, comenta sobre 5 jovens que passaram pelo novo programa.

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Instrutor Koji Numata conversando com jovem que está participando do programa

Jovens falam abertamente sobre dificuldades

Os 5 nasceram ou vieram ao Japão ainda muito novos. O japonês praticamente é a língua pátria para eles. Contudo, eles foram detidos por terem cometido delitos como roubo e violência.

Numata comenta que é uma dificuldade conversar com os jovens estrangeiros porque muitos deles não se abrem com os funcionários. Entretanto, a ideia de criar o programa surgiu com um menino de nacionalidade filipina que já foi reabilitado. “Até hoje, eu só falei com um japonês”, disse o garoto.

Após ouvir essas palavras, o instrutor pensou que muitos outros jovens não conseguiam se expressar porque tinham pouco contato com japoneses, e o programa para reabilitação começou em setembro do ano passado.

O reformatório preparou sessões de uma hora e meia onde se reuniam os cinco jovens e dois instrutores para conversarem. O conteúdo era principalmente sobre as experiências e dificuldades dos garotos no Japão.

“Minha mãe não se acostumou (com a escola), e não éramos convidados nos churrascos de meus amigos”, comenta um dos jovens. “Tinha vergonha de abrir o obentô feito pela minha família porque era diferente”, disse outro. Após a abertura do programa, o reformatório teve resultados positivos na reabilitação.

“Poder falar o que penso me deixa muito feliz”, foi uma das opiniões recebidas. Com a ajuda de professores e ONGs que ajudam estrangeiros, o reformatório pretende melhorar o programa.

Fonte: Asahi


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