Smartphones e consoles podem ficar mais caros com a crise de chips 

Publicado em 19 de fevereiro de 2021, em Notícias do Mundo

Preços poderiam aumentar devido à escassez de microchips causada por uma 'perfeita tempestade' de demanda causada pela pandemia.

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Iphone 12 (banco de imagens)

Preços de aparelhos populares como Playstations e iPhones poderiam aumentar devido à escassez de microchips causada por uma “perfeita tempestade” de demanda causada pelo coronavírus, interrupções nas redes de fornecimento e guerra comercial, alertam especialistas.

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Compondo a crise estão as tensões entre EUA e China – a Huawei estocou semicondutores no ano passado antes de sanções americanas, destinadas a excluir a gigante tecnológica chinesa das fabricantes de chips globais, terem entrado em vigor, acrescentando mais pressão aos fornecedores.

O aperto no mercado foi destacado quando montadoras, desfrutando de uma aceleração nas vendas, tentaram obter semicondutores especiais, e descobriram que as fabricantes haviam dado prioridade aos produtos eletrônicos e não poderiam atender aos pedidos.

“Qualquer coisa com um chip é afetada – carros, smartphones, consoles de games, tablets, notebooks. Aparelhos eletrônicos estarão com fornecimento escasso ou mais caros por todo o ano de 2021”, disse Neil Mawston, diretor executivo da consultoria Strategy Analytics, ao AFP.

Vendas de certos modelos de iPhone estariam limitadas porque determinados componentes não estavam disponíveis.

O lançamento de tecnologia 5G somou pressão por causa da necessidade por incontáveis chips para construir uma nova geração de smartphones, infraestrutura wireless e outros equipamentos, disse a GlobalFoundries, uma fabricante de chips dos EUA com fábricas em Singapura.

A falta de chips também poderia atrasar produção de cerca de 1 milhão de veículos no primeiro semestre deste ano, de acordo com a firma de pesquisa de mercado IHS Markit, embora analistas também tenham dito que é muito cedo para avaliar o impacto sobre outras indústrias.

A escassez deve abrandar no fim deste ano com o desenrolar das vacinas – permitindo que fábricas trabalhem em capacidade total sem distanciamento social entre trabalhadores – e novas plantas comecem a operar.

Fonte: Japan Today


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