‘Google Maps do universo’ é criado por cientistas

Publicado em 2 de dezembro de 2020, em Notícias do Mundo

Novo telescópio australiano mapeia milhões de galáxias a velocidade recorde.

Neste Artigo:
 ‘Google Maps do universo’ é criado por cientistas
O telescópio ASKAP é uma coleção de antenas parabólicas no remoto deserto da Austrália Ocidental (Wikimedia/CSIRO)

Cientistas australianos usaram um novo telescópio poderoso para mapear cerca de 3 milhões de galáxias a uma velocidade recorde – criando o que eles dizem ser um “Google Maps do universo”.

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O Australian Square Kilometer Array (ASKAP), um radiotelescópio localizado no interior da Austrália Ocidental, mapeou galáxias em somente 300 horas, ou 12,5 dias. Isso é um aumento significante de pesquisas anteriores, as quais levaram anos.

O resultado também é um novo atlas do universo, de acordo com a agência australiana de ciências CSIRO, que desenvolveu e opera o telescópio.

“O ASKAP está aplicando o mais recente em ciência e tecnologia a perguntas antigas sobre os mistérios do universo e astrônomos equipados em todo o mundo com novos avanços para solucionar seus desafios”, disse o CEO da CSIRO, Larry Marshall, em uma declaração na terça-feira (1º).

Isso marca a primeira vez que o ASKAP foi testado em sua totalidade. O novo mapa cobre 83% do céu inteiro e mostra nossas galáxias em detalhes sem precedentes.

Cientistas também esperam encontrar dezenas de milhões de novas galáxias em pesquisas futuras do ASKAP, disse o autor líder e astrônomo da CSIRO, David McConnell.

Astrônomos em todo o mundo poderão usar novos dados “para explorar o desconhecido e estudar tudo, da formação de estrelas a como as galáxias e seus supermassivos buracos negros evoluem e interagem”, acrescentou McConnell.

Os resultados iniciais foram divulgados em 1º de dezembro nas Publicações da Sociedade Astronômica da Austrália.

O ASKAP é formado por 36 antenas parabólicas, as quais trabalham juntas para tirar fotografias panorâmicas do céu. A alta qualidade dos receptores do telescópio significa que a equipe precisou combinar somente 903 imagens para formar um mapa completo do céu – comparado a pesquisa anteriores, as quais necessitaram de dezenas de milhares de imagens.

Os novos dados permitirão aos astrônomos assumirem análises estatísticas de grandes populações de galáxias, auxiliando seus entendimentos sobre como o universo evoluiu e é estruturado.

“O ASKAP é um grande desenvolvimento tecnológico que coloca nossos cientistas, engenheiros e indústria no banco do motorista para liderar descoberta de espaço profundo para a próxima geração”, disse a Ministra para Indústria, Ciência e Tecnologia da Austrália, Karen Andrews.

“Essa nova pesquisa mostra que estamos prontos para dar um salto gigante na direção do campo da radioastronomia”.

Fonte: CNN


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