Carlos Ghosn revela mecanismo para contatos fora do Japão antes da fuga

Publicado em 13 de julho de 2020, em Notícias do Mundo

Em uma entrevista exclusiva para uma emissora árabe o réu no Japão e ex-CEO da Nissan faz revelação sobre como fez contatos para sua fuga.

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Cena da entrevista em árabe (Al Arabiyan)

Parecendo bem à vontade e cumprimentando ‘oyahougozaimasu’, o réu procurado pela Justiça do Japão, Carlos Ghosn, deu uma entrevista exclusiva para a emissora Al Arabiya no sábado (11) de manhã, horário local, e 4h de domingo (12) em Tóquio.

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Explicou “fiz todo o plano de fuga mas precisava de informações e assistência”. 

“Meu telefone foi monitorado, havia câmeras em todos os lugares, estava sendo vigiado o tempo todo, poderia haver pessoa me monitorando que eu não tinha visto… Construí um sistema para conseguir conversar com pessoas fora do Japão e descobrir tudo”, revelou Ghosn, falando com Taher Barakeh, do Al Arabiya. 

Afirmou que sua rede de contatos não era pequena e as pessoas que o apoiaram são de vários países.

Embora não tenha citado o pai e filho, Michael e Peter Taylor, pilotos presos nos Estados Unidos, por terem ajudado o réu, a imprensa internacional noticiou em 8 deste mês que pagou 862.500 dólares para colaborarem na sua fuga do Japão. Esse valor é equivalente a cerca de 93 milhões de ienes, enviados para uma conta bancária em Paris, em duas vezes, no mês de outubro do ano passado.

Expectativa para o livro

Ghosn também falou suas realizações à frente da Nissan, as alegações do governo japonês contra ele e o subsequente mandado de Interpol para sua prisão, e do apoio do governo libanês a ele quando ele chegou ao país.

Carlos Ghosn explicou sobre a ‘conspiração’ contra ele motivada por seu esforço para criar uma grande sinergia entre a Nissan e seu parceiro, a montadora francesa Renault.

“Eles tinham medo de uma aliança entre Renault e Nissan. Sabem que eu era a única pessoa que poderia fazer isso porque sou credenciada pela Renault, Nissan e Mitsubishi”, argumentou.

Afirmou que seu livro será lançado ainda este ano, no qual constarão detalhes da ‘injustiça’ sobre ele e continua reafirmando sua inocência enquanto vive ‘livre’ no Líbano.

Fontes: Al Arabiya, Asahi e ANN 


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