Cientistas encontram coronavírus em amostras de ar distantes até 4 metros de pacientes doentes

Publicado em 14 de abril de 2020, em Notícias do Mundo

Esses resultados se somam ao crescente debate sobre como a doença é transmitida.

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Paciente em unidade de terapia intesiva (ilustrativa/PM)

Um novo estudo que examinou amostras de ar de alas hospitalares com pacientes de coronavírus descobriu que o vírus pode viajar até 4 metros, duas vezes a atual distância que as diretrizes dizem que as pessoas deveriam manter entre elas em público.

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Os resultados preliminares da investigação feita por pesquisadores chineses foram publicados em 10 de abril no Emerging Infectious Diseases, jornal do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA.

Eles se somam ao crescente debate sobre como a doença é transmitida, com os próprios cientistas advertindo que as pequenas quantidades do vírus que eles encontraram nessa distância não são necessariamente infecciosas.

Os pesquisadores, liderados por uma equipe na Academia de Ciências Médicas Militares em Pequim, testaram superfícies e amostras de ar de uma unidade de terapia intensiva e em uma ala geral de Covid-19 no Hospital de Huoshenshan em Wuhan. Eles abrigaram um total de 24 pacientes entre 19 de fevereiro e 2 de março.

Eles descobriram que o vírus estava fortemente concentrado nos andares das alas, “talvez por causa da gravidade e do fluxo de ar que faz com que a maior parte das gotículas flutuem até o chão”.

Altos níveis também foram encontrados em superfícies tocadas frequentemente como mouses de computador, latas de lixo, cercas de camas e maçanetas.

“Além disso, metade das amostras das solas dos sapatos de profissionais da saúde da UTI testaram positivo”, escreveu a equipe. “Portanto, as solas dos sapatos desses profissionais podem funcionar como transportadoras”.

A equipe também observou a chamada transmissão aerossol – quando gotículas do vírus são tão finas que ficam suspensas e se mantêm assim por várias horas, ao contrário das de tosse ou espirro que caem no chão dentro de segundos.

Eles descobriram que aerossóis carregados de vírus estavam principalmente concentrados perto e abaixo dos pacientes em até 4 metros – embora quantidades menores tenham sido encontradas no alto, até 2,5 metros.

Animadoramente, nenhum membro da equipe hospitalar foi infectado, “indicando que precauções apropriadas poderiam efetivamente prevenir a infecção”, escreveram os autores.

Eles também ofereceram informações que mexem com diretrizes convencionais: “Nossas descobertas sugerem que isolamento domiciliar de pessoas com suspeita de Covid-19 podem não ser um bom controle de estratégia” dados os níveis de contaminação ambiental.

A aerossolização do coronavírus é uma área polêmica para cientistas que a estudam, porque não é claro o quão infecciosa a doença é nas mínimas quantidades encontradas na bruma ultrafina.

A Organização Mundial da Saúde até agora minimiza o risco.

Autoridades da saúde dos EUA adotaram uma linha mais cautelosa e pediram às pessoas que cobrissem seus rostos em público, no caso do vírus poder ser transmitido através de respiração normal e fala.

Fonte: Japan Times


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