Pesquisadores desenvolvem método que descontamina máscaras de proteção para profissionais da saúde

Publicado em 30 de março de 2020, em Notícias do Mundo

Pesquisadores na Universidade de Duke nos EUA desenvolveram um método para descontaminar máscaras de proteção a fim de que possam ser reutilizadas de forma segura.

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Máscaras de proteção N95 e as cirúrgicas (ilustrativa/PM)

As máscaras do tipo N95 que os profissionais da saúde usam para se proteger enquanto tratam de pacientes com coronavírus está com escasso fornecimento.

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Tanto que esses profissionais estão reusando essas máscaras, correndo o risco de infecção para cuidar dos pacientes.

Mas agora, pesquisadores na Universidade de Duke, nos EUA, desenvolveram um método para limpá-las a fim de que possam ser reutilizadas de forma segura.

A equipe no Laboratório Regional de Duke de Bioconfinamento já descontaminou centenas de máscaras N95 sem danificá-las para que elas possam ser usadas várias vezes. Isso pode fornecer alívio significante para hospitais que enfrentam escassez desse equipamento.

Os pesquisadores publicaram seu protocolo de descontaminação para que outros hospitais possam seguir sua liderança.

Usando peróxido de hidrogênio vaporizado, os pesquisadores podem matar contaminantes microbianos que se escondem nas máscaras após elas serem usadas.

É um método que os laboratórios usam há décadas para descontaminar equipamentos, disse Wayne Thomann, diretor emérito do Duke Occupational & Environment Safety Office.

Mas a equipe nunca havia pensado que eles precisariam dele para máscaras de proteção.

Como funciona

A descontaminação exige equipamento especial em uma instalação fechada para manusear o peróxido de hidrogênio. Mas o processo já foi realizado nos complexos do hospital Duke Health e pode ocorrer em outras instituições de saúde também.

A equipe pode limpar até 500 máscaras em 1 ciclo, o que leva mais de 4 horas. Eles estão trabalhando para expandir essa capacidade.

Pesquisa anterior mostrou que essas máscaras poderiam ser descontaminadas e reutilizadas entre 30 a 50 vezes, mas Thomann e a equipe do laboratório de bioconfinamento ainda estão avaliando com qual frequência elas podem ser usadas novamente após tratar pacientes com coronavírus.

“Certamente será menos de 30, e seremos cautelosos para garantir o desempenho e segurança”, disse Thomann ao CNN em um email.

As máscaras toleram bem a descontaminação, disse ele, então o processo não as danifica ou as tornam menos eficazes.

Antes de redistribuir as máscaras N95, a equipe as inspeciona para ver se não há rasgos a fim de ter certeza de que elas não perderam seus formatos – elas devem se encaixar confortavelmente e cobrir a boca inteira para ser eficaz.

As máscaras N95 não são feitas para serem reutilizadas. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças recomenda aos profissionais da saúde que as descartem após contato com cada paciente ou quando o equipamento não forma uma vedação eficaz na boca e nariz.

Contudo, com seu fornecimento reduzido, profissionais médicos já começaram a reutilizá-las, arriscando sua própria segurança.

A descontaminação dessas máscaras mantém os profissionais da saúde combatendo o coronavírus de forma mais segura e aumenta os esforços dos hospitais para tratar pacientes, disse Thomann.

Fonte: CNN


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