Cientistas na Islândia afirmam ter descoberto 40 mutações do novo coronavírus

Publicado em 25 de março de 2020, em Notícias do Mundo e atualizado em 27 de março de 2020 as 3:34 PM

Os pesquisadores descobriram as mutações ao analisar amostras de pacientes com Covid-19 no país.

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(Imagem ilustrativa/PM)

Cientistas na Islândia afirmam ter descoberto 40 mutações do coronavírus entre infectados no país – e que 7 infecções vieram de pessoas que participaram da mesma partida de futebol no Reino Unido, de acordo com uma reportagem.

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Os pesquisadores descobriram as mutações – ou pequenas mudanças no genoma do vírus – ao analisar amostras de pacientes com Covid-19 no país, onde cerca de 648 casos haviam sido registrados desde a tarde de terça-feira (24), de acordo com a Information, agência de notícias da Islândia.

Autoridades da saúde, junto com a firma biofarmacêutica deCODE Genetics, testaram 9.768 pessoas, incluindo aquelas que já haviam sido diagnosticadas, pessoas com sintomas e populações de alto risco.

Cerca de 5 mil pessoas que não apresentaram quaisquer sintomas concordaram em participar – e 48 voltaram com resultados positivos para o vírus.

Por fim, os resultados ajudaram a deCODE Genetics a determinar como o vírus implacável entrou na Islândia inicialmente.

“Alguns vieram da Austrália”, disse Kári Stefánsson, diretor da companhia, ao Information, de acordo com uma tradução do Daily Mail.

“Há um outro tipo que vem de pessoas que foram infectadas na Itália. E há um terceiro tipo de vírus encontrado em pessoas infectadas na Inglaterra. Sete pessoas haviam participado de uma partida de futebol na Inglaterra”.

O estudo ainda precisa ser formalmente revisto por outros cientistas.

Contudo, Allan Randrup Thomsen, um virologista junto ao Departamento de Imunologia e Microbiologia na Universidade de Copenhague, disse ao Information que as descobertas “faziam bom sentido”.

“É interessante com as 40 variantes específicas que caem em 3 clusters (aglomerações) que podem ser traçadas de volta a fontes específicas de infecção”, disse o professor. “Os coronavírus são conhecidos como vírus que podem sofrer mutação bastante violenta. Já vimos descrições de variantes da China. Dessa forma, isso se encaixa bem no que se poderia esperar”.

Um estudo anterior conduzido na China e publicado no início deste mês indica que dois tipos separados do novo coronavírus – um mais agressivo do que o outro – vinham infectando pessoas desde o início do surto.

Ao longo do tempo é provável que o novo vírus fique mais contagioso, mas as variantes que causam sintomas severos podem desaparecer, disse Derek Gatherer, especialista em doenças infecciosas na Universidade de Lancaster, no Reino Unido.

Esse processo, disse ele, “pode levar vários anos’.

Fonte: New York Post


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