Estamos a um passo mais perto de aviões comerciais sem pilotos?

Publicado em 25 de janeiro de 2020, em Notícias do Mundo

A Airbus confirmou que uma de suas aeronaves de teste decolou automaticamente no aeroporto de Tolouse-Blangnac na França em dezembro passado.

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(Imagem ilustrativa/PM)

O conceito de voos comerciais sem pilotos vem sendo mencionado por aí há anos.

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Entretanto, enquanto a tecnologia esteve lá, há pouca evidência concreta para sugerir que voos autônomos poderiam realmente sair do chão – até agora.

A Airbus confirmou que uma de suas aeronaves de teste decolou automaticamente no aeroporto de Tolouse-Blangnac na França em dezembro passado.

A companhia aeroespacial europeia conduziu uma série de testes de sucesso no autopiloto no mês passado, com dois pilotos de prontidão.

De acordo com a Airbus, o A350-1000 conseguiu realizar oito decolagens automáticas ao longo de um período de 4 horas e meia.

“Enquanto concluía alinhamento na pista, aguardando liberação do controle de tráfego aéreo, nós acionamos o autopiloto”, explicou o piloto de teste da Aibus, o capitão Yann Beaufils em uma declaração.

“Movemos os manetes de aceleração para a configuração de decolagem e monitoramos a aeronave. Ela começou a se mover e acelerar automaticamente mantendo a linha de centro da pista, na velocidade de rotação exata enquanto entrava no sistema”.

“O nariz da aeronave começou a subir automaticamente para tomar o valor esperado de decolagem e poucos segundos depois estávamos no ar”.

Em um vídeo divulgado pela Airbus, um dos pilotos é visto com suas mãos longe dos controles quando o A350-1000 decola de forma bem-sucedida.

Isso foi conquistado através de nova tecnologia de reconhecimento de imagem instalada diretamente na aeronave, ao invés de um Sistema de Pouso por Instrumento (ILS), o qual envia ondas da pista, fornecendo aos pilotos guia vertical e horizontal.

A Airbus diz que também planeja testar sequências de taxiamento baseada em visão automática e pouso no fim deste ano.

Em 2019, uma pesquisa realizada com 22 mil pessoas pela firma de software dos EUA Ansys indicou que 70% dos viajantes estariam preparados para voar em aeronave integralmente autônoma.

De fato, a noção geralmente tem sido citada como solução para a escassez de pilotos, assim como uma maneira de reduzir custos.

No momento, voos comerciais já pousam com a assistência de computadores a bordo, com pilotos conduzindo manualmente a aeronave por somente alguns minutos em média.

Entretanto, muitos levantaram preocupações sobre a segurança de aviões sem pilotos, principalmente após as duas quedas de aeronaves 737 MAX da Boeing em 2019, as quais foram ligadas a um problema de software.

“Isso não é uma questão de tecnologia, é uma questão de interação com as autoridades reguladoras, a percepção na viagem pública”, disse Christian Scherer, diretor comercial para a Airbus, ao Associated Press em junho passado quando questionado sobre a possibilidade de aviões sem pilotos.

Ele acrescentou que desastres envolvendo aviões da Boeing “destacaram e sublinharam a necessidade por segurança absoluta e rigorosa nessa indústria, seja da Airbus, Boeing ou qualquer outra aeroave”.

Hoje, parece que a posição da Airbus sobre o assunto continua a mesma.

Apesar do sucesso de seus voos de teste e planos subsequentes para futuros testes eles dizem que a missão da empresa não é “seguir com autonomia como uma meta em si”.

Enquanto analisa que o potencial de tecnologias do tipo ajudará a “melhorar as operações de voo e desempenho geral de aeronaves”, pilotos permanecerão “no coração das operações”, de acordo com uma declaração da companhia.

“Tecnologias autônomas são primordiais para dar suporte aos pilotos, permitindo a eles focarem menos em operação de aeronave e mais em tomadas de decisão estratégicas e gestão de missão”, conclui.

Atuais leis de tráfego aéreo do mundo exigem “regra de quatro olhos” no cockpit. Isso significa que dois pilotos devem estar presentes em todos os momentos. Se um precisa de intervalo, o outro deve estar pronto para intervir e assumir seu lugar.

Mesmo com esses desenvolvimentos recentes, é seguro dizer que a possibilidade de mudanças nas regulamentações ainda estão distantes de certa forma.

Fonte: CNN


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