Cientistas desenvolvem teste de sangue que pode prever se você morrerá nos próximos 10 anos

Publicado em 22 de agosto de 2019, em Notícias do Mundo e atualizado em 23 de agosto de 2019 as 8:59 PM

Especialistas chamaram o estudo de “passo animador”, mas enfatizam que mais pesquisa é exigida antes que um teste possa ser usado na “vida real”.

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&nbspCientistas desenvolvem teste de sangue que pode prever se você morrerá nos próximos 10 anos
(ilustrativa/banco de imagens)

Pesquisadores desenvolveram um teste sanguíneo que pode prever a chance de uma pessoa morrer nos próximos 10 anos.

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Cientistas na Alemanha descobriram 14 biomarcadores que parecem afetar o risco de morte, após analisar 44.000 pessoas.

Os biomarcadores são associados a tudo, desde imunidade e controle de glicose à gordura circulante e inflamação.

Um experimento dos biomarcadores descobriu que eles eram 83% precisos em prever se alguém morreria nos próximos 2 a 16 anos.

A metodologia ainda precisa ser estendida a um teste de sangue convencional, como aqueles usados para verificar se um paciente tem uma infecção.

Os cientistas esperam que os resultados levem a um teste de sangue que pode um dia ser usado para guiar um tratamento para paciente, como avaliar se uma pessoa idosa está muito frágil para uma cirurgia.

Especialistas chamaram o estudo de “passo animador”, mas enfatizam que mais pesquisa é exigida antes que um teste possa ser usado na “vida real”.

Os médicos são geralmente capazes de prever se uma pessoa morrerá dentro do próximo ano com base em fatores como pressão sanguínea e níveis de colesterol.

Entretanto, medir o risco de mortalidade de uma pessoa ao longo dos próximos 5 a 10 anos é mais “complexo”, escreveu a equipe no jornal Nature Communications.

Acadêmicos no Instituto Max Planck para Biologia de Idade analisaram o sangue de milhares de adultos, cujas idades estavam entre 18 a 109 anos.

Todos os participantes era de descendência europeia e foram tirados de 12 estudos existentes, ou “coortes”.

O período de acompanhamento dos estudos variou de 2 a 16 anos. Durante esse tempo, 5.512 dos participantes morreram.

Dentro das amostras de sangue dos participantes, a equipe olhou para “biomarcadores metabólicos” que eram maiores naqueles que viveram mais.

Eles identificaram 14 marcadores que foram descobertos tanto em homens como em mulheres, assim como em todas as idades. Esses biomarcadores foram combinados em um teste.

Para avaliar sua eficácia, os pesquisadores primeiro classificaram o risco de morte com base em “fatores convencionais”.

Esses incluem IMC (Índice de Massa Corporal), pressão sanguínea, colesterol, consumo de álcool e fumo, assim como qualquer diagnóstico de câncer ou doença cardíaca.

A equipe de pesquisadores então classificou o risco de mortalidade dos participantes de acordo com os biomarcadores no novo teste de sangue.

As classificações variaram de menos dois a três, com cada aumento de ponto sendo ligado a cerca de três vezes risco maior de morte prematura.

Ao longo do acompanhamento de 2 a 16 anos, o teste previu o risco de morte dos participantes com 83 por cento de precisão.

Isso foi superior ao “teste de fator de risco convencional”, o qual foi até 79 por cento preciso.

Kevin McConway, professor emérito de estatística aplicada na Open University, disse:”Isso é uma peça de pesquisa sólida e interessante”.

“Mas ela não vai além de investigar a plausibilidade de estabelecer um sistema para prevenir risco de morte”.

“Uma razão pela qual esses resultados não podem ser usados diretamente em trabalho clínico é que os bioindicadores envolvidos não foram medidos na mesma escala nas 12 coortes de indivíduos que foram estudados”.

Amanda Heslegrave, pesquisadora no Instituto de Pesquisa de Demência do Reino Unido na University College London, enfatizou: “Biomarcadores nos oferecem visão importante sobre o que está acontecendo na saúde e doença”.

“Os grandes números no estudo são bons e também o fato de que eles têm um grande número para resultado – nesse caso, mortalidade – torna os dados mais viáveis.

“Entretanto, está limitado pelo fato de ser somente dados europeus e não podem ser aplicados em outros grupos étnicos sem estudos mais detalhados”.

“Ao mesmo tempo, esse estudo mostra que esse tipo de perfilagem pode ser útil, eles realmente apontam de forma importante que seria necessário trabalho adicional para desenvolver uma contagem a nível individual que seria útil em situações de vida real.

“Então, é um passo empolgante, mas ainda não está pronto”.

Fonte: Daily Mail


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