Cidades chinesas encontram coronavírus em alimentos congelados importados, OMS minimiza risco de infecção

Publicado em 14 de agosto de 2020, em Ásia

Como casos de Covid-19 continuam crescendo no mundo, as descobertas aumentam preocupações de que o vírus pode se espalhar sobre superfícies e entrar na rede alimentícia.

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&nbspCidades chinesas encontram coronavírus em alimentos congelados importados, OMS minimiza risco de infecção
Mulher escolhendo produtos congelados em supermercado (ilustrativa/banco de imagens PM)

Duas cidades chinesas encontraram vestígios do novo coronavírus em cargas de alimentos congelados importados, disseram autoridades locais na quinta-feira (13), embora a Organização Mundial da Saúde tenha minimizado o risco do vírus entrar na rede alimentícia.

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Uma amostra coletada da superfície de asas de frango importadas do Brasil para Shenzhen, assim como da parte externa de pacotes de camarão congelado do Equador vendidos em Xian, testaram positivo para o vírus, disseram autoridades chinesas locais.

Autoridades de Shenzhen identificaram o frango como vindo de uma fábrica de propriedade da Aurora, a terceira maior exportadora de carne de aves e suína do Brasil.

Visto que casos confirmados de Covid-19 continuam crescendo globalmente, as descobertas aumentam novas preocupações de que o coronavírus que causa a doença pode se espalhar sobre superfícies e entrar na rede alimentícia.

Um dia antes, oficiais começaram a investigar se os primeiros casos de Covid-19 na Nova Zelândia em mais de 3 meses foram importados por carga.

Não há forte evidência de que o coronavírus pode se espalhar através de congelados

Vírus podem sobreviver até 2 anos a temperaturas de 20 graus Celsius negativos, mas cientistas e autoridades dizem que não há forte evidência até agora de que o coronavírus pode se espalhar através de alimentos congelados.

“As pessoas não deveriam temer alimentos, embalagem de alimentos ou entrega de comida”, disse o chefe do programa de emergências da OMS, Mike Ryan, em uma coletiva de imprensa.

A Food and Drug Admnistration dos EUA e o Departamento de Agricultura disseram em uma declaração conjunta que “não há evidência de que as pessoas podem contrair Covid-19 de alimentos ou de embalagens de alimentos congelados”.

Detecção de coronavírus em frango congelado do Brasil

A Aurora do Brasil disse que não foi formalmente notificada pelas autoridades chinesas sobre a alegada contaminação.

A companhia disse que toma todas as medidas possíveis para evitar a disseminação do coronavírus e que não há evidência de sua propagação através de alimentos.

O Ministério da Agricultura do Brasil disse que estava buscando esclarecimento das autoridades chinesas.

As autoridades da saúde de Shenzen rastrearam e testaram todas pessoas que podem ter tido contato com produtos alimentícios potencialmente contaminados, e todos os resultados deram negativo, de acordo com uma notificação da cidade.

“É difícil dizer em qual estágio o frango congelado foi infectado”, disse um oficial sediado na China de uma exportadora de carne brasileira.

A Sede de Controle e Prevenção de Epidemias de Shenzhen disse que o público precisava tomar precauções para reduzir riscos de infecção de carne e frutos do mar importados.

A comissão de saúde da província de Shaanxi, onde fica a cidade de Xian, disse que as autoridades estavam testando pessoas e ambiente ao redor conectado a camarões contaminados, os quais estavam sendo vendidos em um mercado local.

Verificação de contêineres que chegam a principais portos na China

Além de verificar todos os contêineres de carne e frutos do mar que chegam a principais portos nos últimos meses, a China suspendeu algumas importações de carne de vários lugares, incluindo Brasil, desde meados de junho.

Atualmente, sete fábricas de processamento de carne argentinas não estão exportando para a China porque elas registraram casos de Covid-19 entre seus funcionários, disse uma fonte da agência de saúde agrícola Senasa na quinta-feira.

O primeiro cluster de casos de Covid-19 foi ligado a mercado de frutos do mar de Huanan na cidade chinesa de Wuhan. Estudos iniciais sugeriram que o vírus se originou de carnes de animais vendidas no mercado.

Li Fengqin, chefe de um laboratório de microbiologia no Centro Nacional da China para Avaliação de Risco de Segurança Alimentar disse aos repórteres em junho que a possibilidade de alimento congelado contaminado causar novas infecções não poderia ser descartada.

O Xinfadi, um extenso mercado de alimentos na capital Pequim, foi ligado a um cluster de infecções em junho. Autoridades disseram que o vírus foi encontrado no mercado em uma tábua de cortar em que salmões importados foram manuseados.

Como o vírus entrou no mercado Xinfadi pela primeira vez ainda precisa ser determinado, disse o Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças em sua última atualização da investigação em julho. O mercado será reaberto neste fim de semana.

Fonte: U.S. News


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