Novo surto na China mostra sinais de que o coronavírus pode estar sofrendo mutação

Publicado em 22 de maio de 2020, em Ásia

O vírus pode estar sofrendo mudança em maneiras desconhecidas e complicando esforços para eliminá-lo.

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Imagem 3D do coronavírus (ilustrativa/PM)

Médicos chineses estão vendo o novo coronavírus se manifestar de forma diferente entre pacientes em seu novo cluster (aglomerado) de casos na região norte comparado ao surto original em Wuhan, sugerindo que o patógeno pode estar sofrendo mudança em maneiras desconhecidas e complicando esforços para eliminá-lo.

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Pacientes nas províncias do norte de Jilin e Heilongjiang parecem portar o vírus por um período mais longo e levar mais tempo para testar negativo, disse Qiu Haibo à rede estatal de televisão na terça-feira (19), um dos principais médicos na China.

Eles também parecem estar levando mais tempo do que 1 ou 2 semanas observadas em Wuhan para desenvolver sintomas após infecção, e esse início atrasado está dificultando para as autoridades detectarem casos antes de eles se espalharem, disse Qiu, que atualmente está na região norte tratando pacientes.

“O período mais longo durante o qual pacientes infectados não apresentam sintomas criou clusters de infecções em família”, disse Qiu, que antes havia sido enviado a Wuhan para ajudar no surto original.

Cerca de 46 casos foram reportados nas últimas duas semanas se espalharam por 3 cidades – Shulan, Jilin e Shengyang – em duas províncias, um ressurgimento da infecção que desencadeou medidas renovadas de lockdown sobre uma região de 100 milhões de pessoas.

Os cientistas ainda não compreendem completamente se o vírus está mudando de maneira significante e as diferenças que médicos chineses estão observando poderiam ser devido ao fato de que eles estão conseguindo observar pacientes mais detalhadamente e a partir de um estágio mais precoce do que em Wuhan.

Quando o surto explodiu pela primeira vez na cidade chinesa central, o sistema de saúde local estava tão sobrecarregado que somente os casos mais graves estavam sendo tratados.

O cluster na região norte também é bem menor do que o surto de Hubei, o qual por fim deixou mais de 68 mil pessoas doentes.

Mesmo assim, as descobertas sugerem que a incerteza restante sobre como o vírus se manifesta impedirá os esforços do governo em reduzir sua propagação e reabrir suas economias afetadas.

A China tem um dos mais abrangentes regimes de detecção de vírus e testes no mundo e mesmo assim ainda está tendo dificuldades em conter seu novo cluster.

Pesquisadores no mundo estão tentando determinar se o vírus está sofrendo mutação de uma maneira significante para se tornar mais contagioso, enquanto ele percorre a população humana, mas pesquisa anterior sugerindo essa possibilidade foi criticada por ser exagerada.

Qiu disse que médicos também notaram que pacientes no cluster no norte parecem ter danos em sua maioria nos pulmões, enquanto pacientes em Wuhan sofreram danos em vários órgãos abrangendo coração, rins e intestino.

Oficiais agora acreditam que o novo cluster se originou do contato com pessoas infectadas que chegaram da Rússia, país com um dos piores surtos na Europa.

Sequenciamento genético mostrou uma correspondência entre casos no norte e os ligados à Rússia, disse Qiu.

Dentre o cluster no norte, somente 10% ficaram graves e 26% estão hospitalizados.

Fonte: Japan Times


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