China confisca mais de 89 milhões de máscaras por má qualidade

Publicado em 27 de abril de 2020, em Ásia

A demanda por equipamento de proteção aumentou enquanto as nações em todo o globo combatem o coronavírus mortal.

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Máscaras cirúrgicas dentro da caixa de papelão (ilustrativa/PM)

A China confiscou mais de 89 milhões de máscaras cirúrgicas de má qualidade, disse um oficial do governo no domingo (26), enquanto Pequim enfrenta uma série de reclamações sobre equipamentos de proteção com defeito exportados para o mundo.

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A demanda por equipamento de proteção aumentou enquanto as nações em todo o globo combatem o coronavírus mortal, que já infectou cerca de 2,9 milhões de pessoas.

Entretanto, vários países reclamaram sobre máscaras com defeito e outros produtos exportados pela China, a maioria para uso por profissionais da saúde e grupos vulneráveis.

Desde a sexta-feira (24), reguladoras de mercado da China haviam inspecionado cerca de 16 milhões de empresas e confiscaram mais de 89 milhões de máscaras e 418 mil unidades de equipamento de proteção, disse Gan Kin, vice-diretora da Administração de Estado de Regulação de Mercado, em uma coletiva de imprensa.

Reguladoras também haviam confiscado desinfetantes ineficazes no valor de mais de 7,6 milhões de iuanes, disse ela.

Não está claro o quanto desses produtos confiscados eram destinados para mercados no exterior.

Novas regras na China

Em uma tentativa para eliminar produtos de baixa qualidade, a China comunicou novas regras no sábado dizendo que máscaras que não são de uso médico devem atender tanto padrões de qualidade nacionais como internacionais.

Exportadores devem apresentar uma declaração por escrito de que seus produtos médicos atendem às exigências de segurança do país de destino, disse o ministério do comércio em uma declaração.

Queixas de vários países em relação a produtos de má qualidade

As regras mais rigorosas ocorrem após vários países incluindo Espanha, Holanda, República Tcheca e Turquia terem sido forçados a recolher centenas de milhares de máscaras com defeito e peças de equipamento de proteção de má qualidade importadas da China.

Na semana passada, o governo canadense disse que cerca de 1 milhão de máscaras adquiridas da China não atenderam aos padrões apropriados para profissionais da área da saúde.

No mês passado, oficiais holandeses recolheram mais de meio milhão de máscaras chinesas – que já haviam sido enviadas a hospitais – após queixas de que elas não se encaixavam na face apropriadamente, ou tinham filtros com defeito.

Produção diária de máscaras na China passa de 116 milhões

De acordo com números oficiais, a produção diária de máscaras da China ultrapassou 116 milhões.

O país exportou mais de 1 bilhão de máscaras até agora neste ano, disse aos repórteres o oficial do ministério do comércio Li Xingqian.

A China também assinou contratos para exportar materiais de uso médico no valor de US$114 bilhões para 74 países e 6 organizações internacionais, acrescentou ele.

Nos primeiros meses do ano, um espantoso número de 8.950 fabricantes começou a produzir máscaras na China, de acordo com a plataforma de dados de negócios Tianyancha.

Apesar da repressão nacional, empresas estavam continuando com a produção ilícita de equipamento médico, visto que era uma maneira de ganhar “dinheiro rápido”, disse o oficial da alfândega chinês Jin Hai, no início deste mês.

Mais de 31,6 milhões de máscaras e 509 mil roupas de proteção destinadas à exportação haviam sido confiscadas por oficiais portuários desde meados de abril, disse ele.

Fonte: Straits Times


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