Polícia indonésia usou cobra durante interrogatório de suspeito de roubo

Publicado em 12 de fevereiro de 2019, em Ásia

Grupos de direitos humanos condenaram o ato dos policiais após imagens na internet terem mostrando o suspeito de roubo gritando enquanto uma cobra era enrolada em seu pescoço.

Neste Artigo:
&nbspPolícia indonésia usou cobra durante interrogatório de suspeito de roubo
Polícia indonésia usou cobra para forçar uma confissão do suspeito de roubo (NHK)

A polícia indonésia iniciou na segunda-feira (11) uma investigação sobre oficiais que usaram uma cobra viva para torturar um suspeito de roubo, enrolando o réptil em volta dele em uma tentativa de forçar uma confissão.

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Grupos de direitos humanos condenaram o interrogatório após imagens gravadas em 15 de janeiro terem circulado na internet mostrando o suspeito de roubo gritando enquanto policiais enrolavam a cobra de dois metros de comprimento em volta de seu pescoço e em sua cintura.

Em um ponto, um oficial parece tentar empurrar a cobra para dentro da boca do suspeito que está com as mãos amarradas para trás e contorcido no chão.

Uma voz pode ser ouvida dizendo ao homem para abrir os olhos e ameaçando colocar o réptil em sua boca e dentro de suas calças. “Quantas vezes você roubou telefones celulares?”, pergunta um oficial. “Só duas vezes”, responde o suspeito.

A tortura ocorreu na região leste indonésia de Papua, que faz fronteira com Papua Nova Guiné e é lar para um latente movimento separatista.

Advogados e ativistas de direitos humanos disseram que o tratamento dado ao homem, que não foi identificado, mas que acredita-se ser um nativo de Papua, pode ter tido motivação racista. Isso refletiu uma cultura de repressão mais ampla pelas autoridades indonésias contra o povo indígena nas províncias de Papua e Papua Ocidental, sugeriram.

Confrontada com as imagens, a polícia primeiro emitiu um pedido de desculpas superficial, mas tentou justificar as ações dos oficiais, dizendo que a cobra não era venenosa e que eles não tinham batido no homem.

Contudo, sob crescente pressão, a polícia anunciou que o caso estava sendo investigado pela unidade de assuntos internos. Se violações da lei ou do código de conduta forem provadas ações seriam tomadas, disse Ahmad Musthofa, porta-voz da polícia de Papua.

Os policiais envolvidos foram transferidos de seus postos.

O vídeo viralizou após Veronica Koman, advogada de direitos humanos que tem foco em questões de Papua, ter compartilhado as imagens no Twitter.

Papua e Papua Ocidental estão sob a soberania indonésia desde 1969 e são categorizadas como regiões autônomas. Grupos rebeldes separatistas nas províncias brigam há muito tempo pela independência de Papua da Indonésia.


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