Medicamento japonês mostra eficácia contra coceira da dermatite atópica

Publicado em 10 de julho de 2020, em Saúde, Bem-Estar e Cotidiano

Pela primeira vez no mundo um medicamento mostrou eficácia contra a coceira causada pela dermatite atópica, produzido pela Universidade de Quioto.

Neste Artigo:
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Braço de uma criança com dermatite atópica (Wikipedia)

O PhD e professor da Universidade de Quioto, Kenji Kabashima, do Departamento de Medicina, informou na quinta-feira (9) sobre o resultado positivo do ensaio clínico final de um medicamento que suprime a ocorrência de coceira na dermatite atópica.

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Os resultados do ensaio clínico foram publicados no jornal médico dos EUA New England Journal of Medicine, na quinta-feira, por ser inédito no mundo.

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PhD e professor Kenji Kabashima, coordenador do ensaio clínico (FNN)

Esse medicamento foi desenvolvido pela Chugai Pharmaceutical, de Tóquio, e o uso da patente no Japão foi adquirido pela Maruho, de Osaka.  

A equipe do professor Kabashima selecionou no total 215 pacientes, sendo que na metade foi aplicado um remédio placebo. A injeção do medicamento Nemulizumab foi em 140 pacientes com dermatite atópica grave, com idade acima de 13 anos, por 16 semanas. Foi constatado alívio da coceira e da vermelhidão, com melhoria. 

A coceira foi atenuada já no dia seguinte à aplicação da injeção. Após 16 semanas o nível médio de prurido relatado, em 10 etapas, foi de 42,8%. E os indicadores para avaliar a intensidade da dermatite e a faixa de eczema foram de 45,9% de melhoria. Constatou-se que não foram observados efeitos colaterais graves. 

Na pele de pacientes com essa doença, as células imunológicas produzem proteínas que causam coceira. O medicamento bloqueia a função dessa proteína e trabalha para amenizar o prurido.

Para a aprovação do medicamento é preciso fazer o ensaio clínico em 3 estágios, todos concluídos. 

Kabashima disse “o efeito foi obtido em um curto período de tempo. No futuro gostaria de investigar o efeito nas crianças”. 

Obtendo aprovação do governo o novo medicamento poderá ser comercializado. Trará alívio para milhões de pessoas do Japão que amargam essa doença genética e crônica, não contagiosa.

Fontes: FNN e Asahi 


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