Consumir pimenta chili pode reduzir risco de ataque cardíaco, diz estudo

Publicado em 11 de janeiro de 2020, em Sociedade

Consumir pimenta chili 4 vezes por semana “reduz em 40 por cento o risco de sofrer um ataque cardíaco, independente de quão saudável é a sua alimentação".

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&nbspConsumir pimenta chili pode reduzir risco de ataque cardíaco, diz estudo
Consumo de chili pode reduzir risco de morte por ataque cardíaco (ilustrativa/PM)

Consumir pimenta chili quatro vezes por semana pode reduzir o risco de morrer em decorrência de um ataque cardíaco, afirmam cientistas.

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Pesquisadores acompanharam quase 23 mil voluntários por 8 anos, questionando-os regularmente sobre suas alimentações.

Resultados mostraram que adultos os quais consumiram pimentas chili frequentemente, considerado quatro vezes por semana, tinham menos probabilidade de morrer prematuramente.

E eles tinham 40 por cento menos probabilidade de morrer de um ataque cardíaco, de acordo com a academia italiana por trás do estudo.

Especialistas descobriram que as chilis até beneficiaram os corações de voluntários cujas alimentações não foram consideradas saudáveis.

Acredita-se que a capsaicina – um composto anti-inflamatório e as substâncias que criam a sensação de queimação – esteja por trás do benefício.

Entretanto, os pesquisadores no Instituto Neurologico Mediterraeno Neuromed (IRCCS) em Pozzilli não provaram que as chilis ajudaram o coração.

Todos os participantes viviam na região de Molise da Itália, lar da dieta Mediterrânea – considerada a mais saudável do mundo.

Voluntários autoreportaram a frequência que eles consumiram alimentos contendo pimenta chili – nunca, ocasionalmente, frequentemente e muito frequentemente.

A alimentação de cada pessoa foi classificada em uma escala de zero a nove, baseada no quão bem elas aderiram à tradicional dieta do Mediterrâneo.

A dieta é abundante em vegetais, frutas e nozes, legumes e gorduras como azeite. Carne vermelha é raramente consumida e leite e ovos são limitados.

Os consumidores de chili tipicamente aderiram à dieta Mediterrânea, com frutas e vegetais comumente grelhados e adicionados a pratos de pasta ou peixe.

Em um resultado médio de oito anos, 1.236 pessoas morreram. Um terço das mortes foi em decorrência de câncer, enquanto a doença cardíaca causou a morte de um número similar.

O consumo regular de chili foi reportado por 24 por cento das pessoas. Um terço disse que nunca tinha consumido a pimenta.

As pessoas que consumiram chili quatro vezes por semana tinham 23 por cento menos probabilidade de morrer ao longo do curso do estudo.

O risco de morte em decorrência de ataque cardíaco ou doença coronária foi 40 e 34 por cento menor para consumidores regulares de chili, respectivamente.

As taxas de morte por câncer foram somente 10 por cento menores no grupo que não consumia chili, o que significa que o resultado não foi significante.

As descobertas, que são meramente observacionais, foram publicadas no Journal of the American College of Cardiology.

“Um fato interessante é que a proteção do risco de mortalidade foi independente do tipo de dieta que as pessoas seguiram”.

“Em outras palavras, uma pessoa pode seguir a saudável dieta do Mediterrâneo, outra também pode comer de forma menos saudável, mas para todas elas a pimenta chili tem um efeito de proteção”, disse Marialaura Bonaccuio, primeira autora do estudo.

“A pimenta chili é um componente fundamental de nossa cultura gastronômica. Vemos as pimentas penduradas em balcões italianos e até representadas em joias”.

“Ao longo dos séculos, propriedades benéficas de todos os tipos foram associadas ao seu consumo, grande parte na base de anedotas ou tradições, se não mágica”.

“É importante agora que a pesquisa lide com isso de uma maneira mais séria, oferecendo rigor e evidência científica”, disse Licia lacoviello, coautor do estudo.

“Sabemos que as várias plantas da espécie capsicum podem exercer uma ação protetora em nossa saúde”, enfatizou ele.

A equipe disse que mais estudos são necessários para compreender como o consumo de chili pode afetar a saúde”.

Eles originalmente hipotetizaram que consumidores de chili seriam mais magros, dado o fato de que comida apimentada pode auxiliar na perda de peso.

Mas isso foi descartado porque os consumidores de chili no estudo tinham mais probabilidade de serem obesos, terem diabetes e colesterol alto.

O que é sabido é que o capscium, um ingrediente ativo na chili, contém uma grande variedade de fitoquímicos com propriedades antioxidantes bem conhecidas.

Aqueles que consumiram chili também tinha mais probabilidade de comer alho, salsa e pimenta preta, mostraram os resultados.

Fonte: Daily Mail


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