Data: 17 de setembro de 2015

O Sambista e Compositor Serginho Beagá

Categoria: - Local: Data: 17 de setembro de 2015

17-09-2015 perfil Serginho Beaga (13)Sérgio Ramos, o Serginho Beagá, sambista conhecido e respeitado por ser um grande compositor mineiro. Iniciou sua carreira tocando cavaquinho aos seis anos de idade. Aos 12, aprendeu violão e compôs seus primeiros sambas.

Como compositor participou de seleções de samba-enredo promovido por escolas de samba da cidade de Belo Horizonte, como: Cidade Jardim, Canto da Alvorada, Bem-te-vi, Unidos Guarani e Inconfidência Mineira. Conquistou, por 12 vezes, o troféu “Tamborim de Ouro” no carnaval mineiro.

Depois de tocar por mais de dez anos nos conjuntos Kisamba Show e Sambeagá – Belo Horizonte – e nas bandas de Neguinho da Beija-Flor e de Dominguinhos da Estácio – Rio de Janeiro, Serginho fundou vários grupos de samba e montou sua própria banda. Com a “trupe” formada realizou três longas temporadas no Japão, além de várias apresentações no Rio de Janeiro e São Paulo.

O interesse pelo samba foi despertado pelo chorinho. Seu pai tinha uma coleção de discos de rotação 78 e brindava a família com Jacó do Bandolim, Pixinguinha, Altamiro Garrilho e Valdir Azevedo. Serginho tinha cinco anos na época. Aos seis, aprendeu a tocar cavaquinho com seu grande mestre Antônio Damião Circundes.
15 perfil Serginho Beaga (3)A família de Serginho é composta por muitos músicos. O avô paterno foi maestro e fundador da Banda Santa Cecília de Ouro Preto. A avó materna e seus tios tocavam violão e, Valdir Silva, é primo de sua mãe. A musicalidade acompanhou a infância de Serginho, ajudou na criação de seus filhos e agora na formação dos netos. Além de tudo, uma pessoa simples com um coração de Ouro!

Serginho, como foi o início de toda essa trajetória e como você foi parar em São Paulo?
R: Eu fui para São Paulo pensando num campo artístico, eu fui tentar aquilo que acreditava e acredito até hoje que é a música. Portanto só levei o meu cavaquinho. Fui com a roupa do corpo tentar a vida em São Paulo. Fui coroado de êxitos lá. Participei da Escola de Samba Primeira de Itaim Paulista, onde o primeiro artista que eu conheci pessoalmente foi o Luiz Ayrão e o carnaval ainda era na Tiradentes, eu morava bem pertinho na Galeria Dom José de Barros. Depois daí surgiram muitas oportunidades.

5 perfil Serginho Beaga (1)Além de compositor e cantor você é um grande pintor em telas, suas obras são verdadeiramente um reflexo da beleza do seu interior. Quando começou a fazer estas obras tão magnificas? Se alguém quiser comprar como elas poderiam adquiri-las?
R: A pintura ela veio na minha música de forma sutil como a música. Eu não tenho um padrão de formação para a pintura. E agradeço muito pelas formas como vocês enxergam a minha pintura. Ela tá espalhada pelo mundo…Eu sou muito apegado as cores, a vivacidade das cores porque eu acho que as cores sinônimo de alegria. Eu nunca fiz obra para fazer exposições, me ingressar profissionalmente na pintura. Eu pinto pelo prazer de pintar.

Uma situação engraçada que eu vivi no Japão, isso foi na minha primeira ida, lá no começo dos anos 90. Eu comecei a pintar pra me distrair, relaxar, nas horas vagas quando não estávamos nem fazendo show, nem ensaiando…eu ia pintar. E pra deixar os quadros secarem e a casa não ficar com cheiro de tinta eu ia pra fora, pra rua e ficava pintando e deixando os quadros secarem. E foi juntando gente, muitas pessoas em Togoshi Cohen, e me vendo pintar e de repente começou aparecer pessoas querendo comprar e fui vendendo. Isso no bairro… E uma vez eu depois de um show no Samba Pátio (centro de Tóquio) eu acabei dando um quadro de presente por uma pessoa e ela posteriormente trouxe a Miss Japão para comprar um quadro.

Você já morou no Japão, vivenciou o cotidiano deste país. O que mais lhe conquistou na Terra do Sol Nascente?
R: A disciplina e o respeito dos japoneses. Fiquei encantado e achei muito respeitoso a maneira como os japoneses me trataram, a receptividade com o meu trabalho. O carinho que tiveram comigo, o cuidado para me ensinar o idioma, o incentivo para aprender o idioma. A relação do japonês com a música brasileira é muito intensa, forte, fiquei admirado com as escolas de samba do Japão.
5 perfil Serginho Beaga (10)Infelizmente muitas pessoas não te conhece e sem que elas saibam conhecem suas composições cantadas por outros cantores. Você poderia nos falar quem são eles?
R: Eu tive músicas gravadas com Neguinho da Beija Flor, Leci Brandão, Agepê, Jovelina Pérola Negra, Dominguinhos do Estácio e outros. Grandes nomes da música popular brasileiro, sou muito grato.

Você trabalha com obras de enriquecimento cultural com crianças e também com crianças especiais. Como é isso?
R: No começo algumas crianças, adolescentes me pediam para mim ensiná-las a tocar cavaquinho, percussão… Depois foi crescendo o número de pessoas e como não cabia mais na minha casa, eu fui para a praça do Bairro São Paulo… E era tanta gente, ritmista que acabou gerando uma agremiação, escola de samba – Academia do Samba Império da Nova Era. Eu adoro trabalhar com crianças. Posteriormente, acabei formatando um projeto que deu origem ao Semba, Samba, Cultura no qual eu vou em escolas públicas e numa roda de conversa musical, vou acompanhado com banda, tocamos, cantamos e conversamos sobre o samba, sem nenhum tipo de maquiagem baseado no meu aprendizado e na minha trajetória. E no Japão, em Nagoya, fomos em uma escola de crianças especiais e fizemos o Semba, Samba, Cultura lá, e foi maravilhoso!
15 perfil Serginho Beaga (16)Houve uma vez em uma loja de músicas em Tóquio que você encontrou seus discos a venda, e o gerente te reconheceu. Como foi isso?
R: Foi na Wave, a loja eu não sei se existe mais. A Wave era uma das maiores lojas de de LP e CDs. Eu não sabia que o LP Bamba Brasil (RGE) havia sido distribuído para o Japão e Europa, enfim para o mundo inteiro. E numa folga de domingo eu dando uma volta e fui na loja e por andar tinha a classificação dos CDs, o quinto andar era de música brasileira e tinha uma parte de CDs/ LPs de samba. E tinha um compartimento só com os discos Bamba Brasil, aí eu fiquei contando com a mão pra ver quantos discos tinham, de repente chegou o gerente perguntando se eu queria comprar. Quando ele olhou para o meu rosto e me viu com o LP na mão, ele assustado me perguntou em japonês se era eu mesmo. Eu confirmei (risos). E foi juntando gente, eu fui autografando e vendendo discos e acabou virando uma tarde de autógrafos na loja (risos).

Quando você retornará para o Japão?15 perfil Serginho Beaga (6)
R: A pretensão é estar aí no próximo verão do Japão, com a banda completa!

Samba Raiz, o samba que é imortal na qual muitos japoneses gostam e claro nós brasileiros também gostamos. Na última vez em que esteve aqui no Japão tive o imenso prazer em conhecê-lo pessoalmente e sentir a grande energia que a sua pessoa passa a todos.

Serginho você gostaria de fazer algum agradecimento em especial?
R: A Tupiniquim que proporcionou essa última ida ao Japão, no encerramento do Festival de Cinema Brasil Japão, a todos que conheci, aos profissionais da imprensa, o pessoal da rádio, do consulado, das casas que apresentei como o Aparecida e as demais. Foi um calor, uma energia, o público maravilhoso. O público me acolheu com muito carinho, serei eternamente grato.

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Muito Sucesso e que Deus o Abençoe. Obrigado, por tudo, Carla! Forte abraço!- Serginho Beagá

Reportagem
Carla Regina Yoshii – Master Coach e Colunista Social

Fotos com Serginho Beagá

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