Visitantes estrangeiros trazem dinheiro e dores de cabeça no auge do turismo no Japão

Publicado em 7 de fevereiro de 2019, em Sociedade

Residentes locais reclamam dos preços mais caros, barulho e lixo em razão do crescente número de turistas do exterior.

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Turistas em Nikko, província de Tochigi (ilustrativa/banco de imagens)

O primeiro-ministro Shinzo Abe prometeu trazer 40 milhões de visitantes do exterior ao Japão até o ano 2020. Agora depende das comunidades locais acomodá-los.

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Mais de 30 milhões de visitantes estrangeiros vieram ao Japão em 2018, parte de um prolongado auge do turismo que trouxe cerca de 4,5 trilhões de ienes ao ano para as comunidades em todo o país.

Contudo, residentes estão irritados com os preços mais altos de produtos e atrações, barulho e outras perturbações que vêm com mais turistas. Negócios e comunidades em todo o Japão estão tomando medidas para gerenciar o influxo de uma maneira segura e sustentável antes das Olimpíadas e Paralimpíadas em 2020.

Em alguns locais a receita obtida do turismo é essencial. Cerca de 40% dos visitantes passam pela região Kansai, no oeste do Japão, dando um lucro de mais de 1 trilhão de ienes ao ano em gastos com turismo para a área.

O design peculiar do Umeda Sky Building de Osaka atraiu cerca de 1,5 milhão de turistas no ano fiscal de 2017, três vezes mais que em 2008 quando ele foi nomeado um dos 20 melhores prédios em todo o mundo pelo jornal The Times do Reino Unido.

Os estrangeiros formam a maior porcentagem de visitantes do Umeda Sky Building, 75%, e o valor do ingresso dobrou de preço em março de 2015, de 700 para 1.500 ienes, em antecipação à chegada de mais turistas do exterior.

O aumento provocou queixas de residentes locais. O número de visitantes japoneses caiu em mais de 30%, para 370 mil, no ano fiscal de 2017 se comparado há três anos.

Os preços de produtos também estão aumentando no Kuromon, um mercado de comidas reconhecido como “a cozinha de Osaka”.

E enquanto os visitantes estrangeiros podem trazer lucros para estabelecimentos locais, o comportamento deles pode representar desafios. No outono passado, o mercado Nishiki de Quioto começou a colocar placas em inglês, chinês, coreano e japonês pedindo aos clientes que evitem comer enquanto andam. A expectativa é reduzir o lixo que os turistas produzem.

A associação de promoção do mercado está pedindo aos seus locatários que instalem mais latas de lixo e espaços para alimentação.

Hokkaido também está sob pressão. Em 2017, o número de carros alugados por turistas estrangeiros na província foi de 80 mil, cinco vezes mais em comparação há 5 anos. O índice de fatalidades no trânsito entre estrangeiros dirigindo carros alugados é quatro vezes maior se comparado aos motoristas japoneses.

A polícia local, em cooperação com o governo municipal, instalou cerca de 400 placas de “pare” em inglês perto do Aeroporto New Chitose e em grandes pontos turísticos.

O crescente número de turistas estrangeiros que alugam casas para passar uns dias também está causando problemas, com os residentes se queixando do barulho.

A Rakuten Communications, uma unidade online da gigante Rakuten, desenvolveu um sistema que exibe “Por favor, fique quieto”, em vários idiomas em tablets dispostos em quartos de hotéis quando barulho é detectado.

Esses problemas, provavelmente, não vão desaparecer logo. O Japão precisa se preparar para um número recorde de turistas estrangeiros, visto que o evento das Olimpíadas de Tóquio está se aproximando.

Fonte: Nikkei


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