Ministro japonês devolve salário de 1 ano após escândalo sobre venda de terreno

Publicado em 5 de junho de 2018, em Política

Em 2016, o terreno foi vendido para o operador escolar Morimoto Gakuen por uma fração do valor de mercado. Shinzo Abe e sua esposa, Akie, estiveram no centro do escândalo.

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Taro Aso durante conferência de imprensa em 4 de junho (NHK)

O ministro das Finanças do Japão disse que devolverá seu salário de 1 ano após a descoberta de que seu ministério havia manipulado documentos públicos.

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Uma investigação descobriu que referências ao primeiro-ministro Shinzo Abe e sua esposa, Akie, foram removidos de documentos relacionados a uma controversa venda de terreno estatal.

Taro Aso aceitou que o escândalo “feriu” a confiança pública no ministério e no governo.

Contudo, ele disse que não renunciaria por causa do incidente.

Shinzo Abe foi acusado de favoritismo desde a descoberta de que um operador escolar com ligação a sua esposa Akie adquiriu terreno estatal com um alto desconto. Ele negou qualquer envolvimento na suposta ocultação.

Em uma conferência de imprensa realizada na segunda-feira (4), Aso – que também atua como vice-primeiro-ministro – declarou que a “falsificação de documentos de governo é inaceitável e extremamente lamentável” e disse que devolveria seu salário de 30 milhões de ienes ($274.000).

Um alto funcionário já renunciou por causa do escândalo, enquanto outros 20 foram punidos, de acordo com Aso.

Como o escândalo começou?

Em 2016, uma controversa organização nacionalista chamada Morimoto Gakuen – cujo fundador era um conhecido seguidor de Abe – comprou um lote de terra do ministério dos transportes para construir uma escola.

Posteriormente, descobriu-se que a compra havia sido feita por cerca de um sexto do valor de mercado e que a Akie Abe, esposa do primeiro-ministro, estava listada como a presidente honorária da escola.

Após isso, Akie renunciou ao posto em meio a alegações de que ela havia tentado influenciar o governo a reduzir o preço do terreno. As alegações foram negadas por todas as partes.

O escândalo voltou ao conhecimento público em março, quando a remoção de referências ao primeiro-ministro, sua esposa e ao ministro das finanças Taro Aso nos documentos do ministério foi descoberta, levando a pedidos de renúncia.

O ministro das Finanças culpou subordinados pelo incidente, enquanto Abe disse ao parlamento: “não direcionei para que os documentos fossem alterados. Na verdade, eu nem sabia que eles existiam, então, como eu poderia ter feito aquilo?”

O escândalo afetou a popularidade de Abe, com uma pesquisa mostrando que o apoio ao seu governo estava no nível mais baixo desde 2012, quando ele assumiu o poder como primeiro-ministro do Japão.

Fonte: BBC
Imagem: NHK


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