Vice-ministro japonês renuncia após escândalo de assédio sexual

Publicado em 19 de abril de 2018, em Política

Junichi Fukuda renunciou após alegações de que ele havia assediado sexualmente várias jornalistas.

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Junichi Fukuda ofereceu sua renúncia dizendo que estava difícil continuar cumprindo suas responsabilidades com a situação desencadeada pelos relatos (ANN/reprodução)

O vice-ministro japonês das finanças renunciou na quarta-feira (18) após alegações de que ele havia assediado sexualmente várias jornalistas, dizendo que ele queria “limpar seu nome”.

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Junichi Fukuda negou a reportagem de uma revista a qual dizia que ele assediou várias mulheres, mas pedidos para que ele renunciasse aumentaram nos últimos dias, e o ministro das finanças Taro Aso disse na quarta-feira que havia aceitado a renúncia do vice-ministro.

“Ele ofereceu sua renúncia dizendo que estava difícil continuar cumprindo suas responsabilidades com a situação desencadeada pelos relatos, embora ele queira limpar seu nome, e eu decidi aceitar isso”, disse Aso aos repórteres.

Publicação na revista Shukan Shincho

A revista Shukan Shincho publicou na semana passada que Fukuda havia feito comentários inapropriados a várias jornalistas e na sexta-feira (13) divulgou um áudio do que ela diz ser do vice-ministro em um bar com uma jornalista.

“Vou amarrar suas mãos. Posso tocar em seus seios?”, diz uma voz masculina na gravação.

“Devemos ter um caso assim que o orçamento for aprovado?”

A revista disse que várias outras mulheres, que não foram identificadas, também acusaram Fukuda por causa do comportamento inapropriado, incluindo pedir para beijá-las e levá-las a um hotel.

Fukuda nega o ato

No início desta semana, Fukuda se defendeu dizendo que “não tive tal conversa com uma jornalista”.

“Não reconheço que tenha feito comentários de teor sexual que deixariam jornalistas ofendidas”, frisou ele em uma declaração emitida através do ministério.

O Japão tem um dos piores registros para representação política feminina e tem atitudes de gênero profundamente enraizadas.

Somente 2.8% das vítimas de assédio vão à polícia, de acordo com uma pesquisa realizada pelo governo em 2017, e o movimento #MeToo que aumentou a conscientização em relação ao assédio sexual no mundo teve uma recepção relativamente moderada no Japão.

Fonte: Japan Today, AP
Imagem: ANN


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