Menina de 5 anos morreu por negligência da mãe e padrasto

Publicado em 7 de junho de 2018, em Crime

A menina não era alimentada de forma adequada e também foi forçada a dormir na varanda em um dia de inverno.

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Yudai Funato, de 33 anos (à dir.) e sua esposa Yuri, de 25 (à esq.) foram presos (ANN)

Uma menina de cinco anos, que morreu após sofrer abuso de sua mãe e padrasto, deixou mensagens em um notebook e bilhetes escritos em hiragana, repletos de apelos ao casal para pararem de maltratá-la, disse a polícia na quarta-feira (6).

A polícia efetuou a prisão do casal em Tóquio sob suspeita de deixar a menina abandonada sem comida ou cuidado médico suficiente, resultando em sua morte na casa onde moravam no distrito de Meguro.

De acordo com a polícia, Yudai Funato, de 33 anos, e sua esposa Yuri, de 25, não deram comida suficiente à filha Yua e vinham batendo nela desde o final de janeiro. Funato não é o pai biológico da criança.

Yuri disse à polícia que Funato dizia com frequência à Yua que ela estava gorda e a forçava a acordar às 4h toda manhã e anotar seu peso em um notebook. Por dia, Yua recebia apenas uma tigela de sopa e metade de uma de arroz para comer.

A polícia disse que a negligência dos pais de Yua resultou em sua morte em decorrência de sepse causada por pneumonia em 2 de março.

Yua pesava apenas 12 quilos quando foi encontrada morta, comparado à media de 20 quilos para sua idade. Ela também sofria de queimaduras do frio em seus pés após Funato ter obrigado ela a dormir na varanda durante o inverno.

Em uma das mensagens encontradas pela polícia, Yua escreveu: “Farei o meu melhor amanhã do que hoje. Por favor, me perdoem”. Em outro, ela escreveu que lamentava por brincar e que não faria de novo.

O casal disse à polícia que não levou Yua ao hospital antes porque tinham medo que o abuso fosse descoberto. No final, Funato ligou para o serviço de emergência dizendo que “nossa filha não vinha comendo há alguns dias e vomitou, e o coração parece não estar batendo”.

A família morava na província de Kagawa, onde Yua foi levada sob custódia temporária duas vezes por um centro de proteção à criança, antes de se mudar para Tóquio. A polícia da província havia referido Funato à promotoria duas vezes sob suspeita de machucá-la.

Quando a família se mudou para Tóquio, as autoridades de Kagawa notificaram o centro de proteção à criança no distrito de Shinagawa. Representantes visitaram o apartamento de Funato em 9 de fevereiro, mas a mãe de Yua não os deixaram entrar. A menina deveria ter iniciado o ensino primário em abril.

Funato havia sido preso anteriormente e indiciado por machucar Yua ao dar um soco em seu rosto no final de fevereiro. Contudo, a esposa não foi presa na época. A polícia citou ela dizendo que tinha medo do marido e que não queria se envolver.

Contudo, em 6 de junho, a polícia decidiu que havia evidência suficiente para acusar os dois por abusar fatalmente de Yua.

Fonte: Japan Today, Kyodo
Imagem: ANN

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