Promotores buscam pena de morte para serial killer japonesa ‘viúva negra’

Publicado em 11 de outubro de 2017, em Crime

A 'viúva negra' do Japão é acusada de matar três ex-companheiros e tentar matar um conhecido ao envenená-los com cianeto.

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Chiseko Kaheki é acusada de matar três ex-companheiros e tentar matar um conhecido ao envenená-los com cianeto (ANN/reprodução)

Na terça-feira (10), promotores pediram pena de morte para uma mulher de 70 anos, conhecida como a “viúva negra” do Japão, acusada pelos assassinatos de seu marido e dois ex-companheiros, além da tentativa de assassinato de um conhecido, entre 2007 e 2013.

Descrevendo os supostos crimes de Chisako Kaheki como “incidentes abomináveis e graves que raramente são vistos,” os promotores disseram em seus argumentos finais no Tribunal Distrital de Quioto que as vítimas, todos homens idosos, beberam inadvertidamente cianeto oferecido a eles pela endividada Kaheki, que estava tentando herdar seus patrimônios.

O tribunal poderá transmitir uma decisão no dia 7 de novembro, com a defesa fazendo suas declarações finais na quarta-feira.

Os promotores disseram que Kaheki é mentalmente competente e pode ser considerada responsável pelos seus crimes, que “foram premeditados”. Sua “função cognitiva não se deteriorou de forma significativa como apresentado em sua avaliação psiquiátrica,” e ela não tinha desordens mentais na época dos crimes, disseram.

Kaheki negou as acusações e alegou inocência. Sua defesa argumentou que ela não pode ser considerada responsável ou ser julgada, em razão da demência que sofre, citando suas declarações incoerentes as quais eles disseram que até a levaram em uma ocasião a admitir durante o processo ter cometido os assassinatos.

De acordo com os promotores, Kaheki assassinou seu marido de 75 anos Isao, assim como seus ex-companheiros Masanori Honda, de 71, e Minoru Hioki, de 75. Além disso, tentou matar seu conhecido, Toshiaki Suehiro, de 79, ao fazê-los beber cianeto.

Os promotores tiveram que usar evidências circunstanciais para alegar a culpa de Kaheki em meio à falta de evidência física.

Presa pela primeira vez em 2014

Kaheki foi presa pela primeira vez em novembro de 2014 e indiciada no mês seguinte sob a acusação de ter matado Isao, que morreu na residência onde o casal morava em Muko (Quioto), em dezembro de 2013. Eles haviam se casado no mês anterior. Posteriormente, ela foi indiciada em conexão com as mortes dos outros dois homens.

Proprietária de fábrica, falência, dívidas e busca por homens ricos

Nascida na província de Fukoka, Kaheki se casou pela primeira vez aos 24 anos e abriu uma fábrica de tecidos na província de Osaka com seu primeiro marido. Contudo, após a morte dele em 1994, o estabelecimento faliu e a casa onde moravam foi colocada em leilão, forçando Kaheki a pedir empréstimos aos vizinhos.

Posteriormente ela se registrou em um serviço de casamentos arranjados, pedindo especificamente para conhecer homens ricos com renda anual de mais de 10 milhões de ienes.

Ela se envolveu com mais de dez homens, permitindo a ela herdar cerca de 1 bilhão de ienes, mas depois ficou endividada em razão de suas tentativas de especular ações e negociação de futuros.

Fonte: Mainichi
Imagem: ANN

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