Primeiro advogado brasileiro formado no Japão

Publicado em 10 de abril de 2018, em Comunidade

É o que está próximo de acontecer com o nikkei brasileiro, criado somente pela mãe e formado em Aichi. Saiba mais sobre a história dele.

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Aprovado no dificílimo exame, o futuro advogado brasileiro em frente ao Tribunal de Justiça de Nagoia (Sankei)

O jovem nikkei brasileiro de terceira geração, Renan Eiji Teruya, 26 anos, de Aichi, foi aprovado no difícil exame para se tornar advogado.

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Parecido com o exame da OAB-Ordem dos Advogados do Brasil, o exame nacional no Japão tem índice médio de aprovação de apenas 22,5%. Segundo a lista dos aprovados, divulgada pelo governo, no ano passado foram apenas 1.543 pessoas em todo o país.

Mas o nikkei brasileiro conseguiu. Provavelmente será o primeiro brasileiro a obter o almejado broche para exercício da profissão. Renan já está em treinamento no judiciário, obrigatório, algo como estágio. Ainda este ano obterá seu sonhado registro de advogado, em Aichi.

Trajetória de superações

A mãe Regina, 45, e ele vieram ao Japão quando tinha apenas 8 anos. Os desafios começaram já na tenra idade. Aprender o idioma jamais visto ou falado, vida difícil da mãe trabalhando para sustentá-los e a companhia diária da tevê.

Renan estudou japonês intensamente. Conseguiu chegar ao colegial, se superando e vendo a mãe visivelmente cansada para o sustento e custeio dos estudos.

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Broche do advogado tem balança da Justiça dentro do girassol e deve ser usado na lapela do terno (Assoc. dos Advogados do Japão)

“Quero me tornar advogado”, revelou seu sonho grandioso para o professor. “E ele compreendeu, por isso nutro gratidão”, disse Renan para o jornalista.

Conta que estudou 8 horas por dia durante 6 meses antes do vestibular para a Universidade de Direito de Nagoia (Aichi). Valeu a pena ter aberto mão de tudo, se concentrando nos estudos. Passou no primeiro vestibular, assim como foi aprovado no primeiro exame para advogado.

Como ele, muitos outros brasileiros buscam uma qualificação profissional. “Mas a discriminação ainda está enraizada, só a capacidade não basta”, lamenta o futuro advogado.

Seu desejo é atuar como advogado, tornando-se uma força para os estrangeiros. Também deseja que os jovens brasileiros no Japão voem alto com seus sonhos.

Fontes: Sankei e Aera
Fotos: Sankei e Nichibenren


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