Salsa e samba, feijão e ceviche com carinho

Publicado em 17 de agosto de 2017, em Comunidade

O lema da dona de um restaurante é servir, além das comidas dos 2 países, como um ponto de encontro onde sempre tem carinho e aconchego.

&nbspSalsa e samba, feijão e ceviche com carinho
Arroz com feijão e seviche, salsa e samba e carinho com as pessoas que vão ao restaurante (Wikipedia)

Frequentadores de um restaurante enchem a casa nos fins de semana ao som de samba e salsa. Trata-se do Peru e Brasil, um restaurante destacado pelo jornal Mainichi desta quarta-feira (15).

Localizado a cerca de 30 minutos de carro do centro da cidade de Hiroshima (província homônima), o restaurante Peru e Brasil fica em Kaita-cho. Os frequentadores da casa são, na maioria, trabalhadores ligados a Mazda, cuja planta fica em Fuchu.

Eles vão para lá atraídos pela personalidade e comida da dona do estabelecimento, Viviana Miyagawa, 50.

Difícil trajetória até realizar seu sonho

Como a maioria dos descendentes, ela, de terceira geração, chegou no arquipélago com 24 anos. Logo em seguida, perdeu a mãe no Peru. Queria voltar para o seu país, mas por não saber o idioma japonês, não conseguiu negociar com a fábrica onde trabalhava.

O desgosto a fez mergulhar nos estudos do japonês. Também, motivada pelo sonho de ter um restaurante, trabalhou na limpeza de navios e fábrica de bentôs. Com suas economias, 7 anos atrás, realizou o sonho comprando o restaurante de um brasileiro.

Carinho e aconchego

Em março deste ano, ela estava passando por um parque quando viu um homem sem teto. Parou para conversar. Soube que é brasileiro, tinha perdido o emprego e ainda por cima, a mãe faleceu em Gunma. Com isso, perdeu a motivação. Viviana providenciou um local para se hospedar, em um internet café, e levou comida para ele por uma semana. Junto com a comida, dizia palavras de incentivo. Ela contou que depois recebeu um telefonema de gratidão. O homem foi para Gunma e estava na casa da irmã.

O repórter percebeu que não só os latinos frequentam seu restaurante. Há japoneses com estresse que vão para lá querendo um ombro amigo. “Em momentos difíceis, o mais importante é o carinho. A administração não é fácil. Mas, quero continuar proporcionando um local com aconchego”, disse Viviana.

Fonte: Mainichi Shimbun
Fotos: Wikipedia

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