H&M é acusada de não pagar salários justos aos trabalhadores das fábricas

Publicado em 26 de setembro de 2018, em Notícias do Mundo

Trabalhadores em fábricas da H&M na Bulgária, Turquia, Índia e Camboja não receberam aquilo que pode se chamar de salário mínimo que permitiria cobrir as necessidades básicas de suas famílias.

&nbspH&M é acusada de não pagar salários justos aos trabalhadores das fábricas
A H&M tem mais de 4.800 lojas em 69 nações (imagem ilustrativa)

A gigante da moda H&M está falhando em cumprir uma promessa de garantir que trabalhadores os quais abastecessem suas lojas de rua recebam um “salário mínimo” justo, forçando muitos operários a trabalharem horas em excesso para sobreviver, disseram grupos da sociedade civil na segunda-feira (24).

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Com base em entrevistas realizadas com 62 pessoas em seis fábricas fornecedoras da H&M na Bulgária, Turquia, Índia e Camboja, manifestantes disseram que nenhum dos trabalhadores recebeu aquilo que pode se chamar de salário mínimo vital que os permitiria cobrir as necessidades básicas de suas famílias.

A CCC- Clean Clothes Campaign disse que a sueca H&M – a segunda maior varejista da moda após a proprietária da Zara, a Inditex – não havia cumprido uma promessa feita em 2013 para garantir que suas fornecedoras pagassem um salário mínimo a cerca de 850 mil trabalhadores têxteis até 2018.

“A H&M precisa realizar ações imediatamente para deter o escândalo de salários insuficientes e violação dos direitos dos trabalhadores”, disse Bettina Musiolek da CCC, uma aliança de uniões trabalhistas e caridades.

Contudo, a H&M, que tem mais de 4.800 lojas em 69 nações disse que havia alcançado pelo menos 600 fábricas e 930 mil trabalhadores com sua estratégia de salário mínimo e não compartilhou a opinião da CCC de como criar mudança na indústria têxtil.

O relatório da CCC descobriu que trabalhadores em fábricas fornecedoras da H&M no Camboja ganharam menos da metade do estimado salário mínimo, caindo para cerca de um terço para aqueles na Índia e Turquia.

Muitos trabalharam horas extras que excederam o limite legal sem serem propriamente pagos, enquanto outros só receberiam o salário mínimo se eles tivessem trabalhado horas extras e atingido suas cotas, o que as Nações Unidas definem como trabalho forçado, disse a CCC.

O ILRF- Fórum Internacional de Direitos Trabalhistas com sede nos EUA instou a H&M a publicar um roteiro com tempo limitado, metas de aumento salarial mensuráveis e a esboçar como eles mudarão práticas de compra para que os funcionários recebam um salário mínimo.

Fonte: Japan Today, Reuters
Imagem: Banco de imagens


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