EUA pedem ao Japão que reduza suas altas reservas de plutônio

Publicado em 12 de junho de 2018, em Notícias do Mundo

Críticos apontaram essas reservas como fonte pronta de material para produção de bombas caso o Japão escolhesse se tornar um estado de armas nucleares.

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Trabalhadores transferindo um grande contêiner de plutônio-urânio a um navio inglês na planta nuclear de Takahama, Fukui (The Star Online)

Os EUA pediram ao Japão para reduzir seus altos níveis de reservas de plutônio, uma medida que ocorre enquanto a administração de Trump busca convencer a Coreia do Norte a abandonar suas armas nucleares, soube o Nikkei.

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O pedido foi feito pelo Departamento de Estado dos EUA e pelo Conselho de Segurança Nacional antes da extensão do próximo mês de um acordo de cooperação nuclear bilateral, segundo pessoas familiares com o assunto.

Japão tem quantidade suficiente para produzir 6 mil ogivas nucleares

O Japão tem cerca de 47 toneladas do elemento radioativo – suficiente para produzir cerca de seis mil ogivas nucleares. Críticos japoneses e estrangeiros apontaram essas reservas como fonte pronta de material para produção de bombas caso o Japão escolhesse se tornar um estado de armas nucleares.

A produção de plutônio é proibida a princípio, mas o Japão, que é pobre em recursos naturais, teve permissão sob o pacto bilateral para extrair o material de barras de combustível nuclear usado.

O Japão insiste que não mantém reservas de plutônio “sem propósitos específicos”. Críticos no Japão e em outros lugares, incluindo China e alguns no Congresso dos EUA, demonstraram preocupação com o tamanho dessas reservas.

Preocupação com o tamanho das reservas de plutônio

Os EUA pediram ao Japão que impusesse um limite em suas reservas de plutônio. A administração de Trump também quer emitir uma declaração conjunta, determinando que o fornecimento de plutônio do Japão é para uso pacífico, quando o pacto de cooperação nuclear for renovado, de acordo com pessoas familiares ao assunto.

Em resposta, a reguladora nuclear do Japão poderá adotar ainda este mês uma política de reduzir as reservas e não permitir que ultrapassem os níveis atuais.

O governo japonês pediu à Federação de Companhias de Energia Elétrica, cujos membros incluem as operadoras de plantas nucleares do país,  que reduzissem as reservas de plutônio.

Alguns no escritório do primeiro-ministro Shinzo Abe estão preocupados com a questão do plutônio, que poderia condenar o acordo nuclear dos EUA com o Japão. O pacto será renovado automaticamente em 16 de julho, mas pode ser interrompido se cada lado der aviso dentro de seis meses.

Fonte: Nikkei
Imagem: The Star Online


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