Número de pessoas que doam seus corpos a instituições médicas é cada vez maior no Japão

Publicado em 14 de agosto de 2017, em Saúde, Bem-Estar e Cotidiano

O número de pessoas que doam seus corpos a instituições médicas para estudo cresce no Japão.

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O número de pessoas que doam seus corpos a instituições médicas para estudo é cada vez maior no Japão (imagem ilustrativa)

Nos últimos anos, o número de pessoas que doam seus corpos a instituições médicas e dentárias para os estudantes praticarem autópsias está crescendo. Qual a razão? Porque, enquanto beneficiam a medicina, o processo de cremação é coberto pela instituição e os doadores não terão que incomodar seus parentes financeiramente, segundo a reportagem do Mainichi.

No porão das instalações de um departamento médico de uma universidade na região Kansai, cadáveres ficam enfileirados em armários individuais, preservados da deterioração com álcool e formaldeído. Há cerca de 100 corpos armazenados em refrigeração no local, aguardando a prática da autópsia a qualquer momento.

Os corpos podem registrados para doação em departamentos médicos de universidades e outras organizações

Os corpos podem ser registrados para doação através de 91 departamentos médicos e dentários em universidades no país , assim como através de 56 organizações conhecidas como grupos de beneficiários.

A Tokushi Kaibou Zenkoku Rengokai (Federação Nacional de Doação Anatômica Voluntária), com sede em Tóquio, relata que, recentemente, ao menos 5.000 doações são registradas por ano. Das 3.810 práticas de autópsia realizadas no ano fiscal de 2015, corpos doados formaram 99 por cento daqueles que foram dissecados, com 3.770 casos.

Universidades passaram a limitar o número de registros

Há também muitas universidades que passaram a limitar o número de registros que elas aceitam em razão da superlotação. Há 30 anos, a porcentagem de corpos doados foi menos de 50 por cento, e a maioria deles usados para treinamentos de autópsia foram daqueles que não puderam ser identificados.

Quando alguém registrado vem a óbito, um membro do setor funerário levará o corpo, que é então armazenado na universidade até ser usado. No entanto, com o aumento no número de registros recentemente, há casos em que um corpo pode ser preservado por até 3 anos até que ele seja usado pelos estudantes. Todos os custos são cobertos pela universidade, que crema o corpo assim que a prática de autópsia for concluída e devolve os restos mortais à família, se houver uma. Se não houver parentes para receber os restos mortais, eles são colocados num jazigo da universidade.

“Doar o seu corpo não é uma alternativa para os rituais funerários”, disse Joji Matsumura, líder da federação e professor da Escola de Medicina Kyorin. “Somente confirmamos se a pessoa em questão gostaria de contribuir com a medicina. Não podemos ir além como perguntar sobre as relações familiares ou situações financeiras”.

Fonte: Mainichi
Imagem: Bank Image

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