Dermatite atópica: pesquisadores japoneses descobrem substância que causa a doença

Publicado em 11 de janeiro de 2017, em Saúde, Bem-Estar e Cotidiano

Pesquisadores japoneses descobrem a substância que causa a dermatite atópica (アトピー, atopi), e poderão ajudar os que sofrem destas fortes alergias.

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Dermatite atópica: descoberta da proteína que provoca a doença é uma luz para aliviar o paciente (Wikipedia)

Estima-se que 10% da população do Japão e 20% do mundo sofram com a dermatite atópica ou eczema atópico em algum momento da vida (em japonês – atopii). Essa doença não contagiosa que provoca inflamação crônica na pele, provocando vermelhidão, coceira e em alguns casos, prurido, tinha causa desconhecida. Há suposições de que as causas possam ser a pele seca combinada com o mau funcionamento do sistema imunológico.

Esperança para combater a dermatite atópica

Agora há uma esperança. A equipe de pesquisa da Universidade de Kyushu, Japão, anunciou na segunda-feira (9), que descobriu a proteína causadora dessa inflamação crônica na pele, o primeiro passo para o desenvolvimento de um tratamento para o combate na raiz dessa doença. Já se sabia que as células do sistema imunológico produzem uma substância chamada de IL-31, a qual poderia provocar a doença.

A equipe de pesquisa do professor sênior Yoshinori Fukui, do Departamento de Imunogenética, conseguiu detectar a proteína chamada de EPAS1. E quando ela aumenta no núcleo da célula do sistema imunológico há ocorrência da dermatite atópica, na pesquisa realizada com camundongos.

Além disso, ao manipular o gene de modo que este EPAS1 não aumente, os sintomas diminuem e com a redução da IL-31, os sintomas são suprimidos. Esse fenômeno também foi confirmado nas experiências que utilizaram células de pacientes.

Dessa forma a equipe de pesquisa vê uma luz para o tratamento da dermatite atópica, combatendo o mal pela raiz, uma vez que descobriram a causa que provoca a coceira – a proteína EPAS1. Assim, a equipe espera que se possa desenvolver medicamento para eliminar a raiz da infecção.

O professor Fukui declarou para a imprensa “o desenvolvimento de uma droga que não permita criar a EPAS1, pode indicar uma escolha para novos tratamentos”.

 

Fontes: NHK e Nikkei Shimbun
Imagem ilustrativa: Wikipedia

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