Serviços de pager no Japão são encerrados após 50 anos

Publicado em 4 de dezembro de 2018, em Sociedade

A Tokyo Telemessage, a única provedora que permaneceu, decidiu encerrar seu serviço para Tóquio e três regiões vizinhas em setembro de 2019.

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A Tokyo Telemessage disse que vai encerrar seus serviços em setembro de 2019 (NHK)

O fim da era pager está chegando para o Japão após cinco décadas, enquanto a última provedora do país anunciou na segunda-feira (3) que descartaria seu serviço no próximo ano.

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A Tokyo Telemessage, a única provedora que permaneceu, disse que havia decidido encerrar seu serviço para Tóquio e três regiões vizinhas em setembro de 2019 – descrevendo o desenvolvimento como “muito lamentável”.

“Os pagers já foram um grande hit, mas o número de usuários está agora abaixo dos 1.500”, disse a empresa em uma declaração, frisando que havia parado de fabricar o aparelho há 20 anos.

Os pagers – conhecidos no Japão como “poke-beru” (pocket bell) e no Brasil como “bip” – se tornaram muito populares nos anos 1990 principalmente entre as estudantes japonesas do ensino médio obcecadas pelas primitivas funções de mensagens de texto que o aparelho oferecia.

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Os pagers se tornaram muito populares nos anos 1990 (NHK)

No pico de 1996 para a tecnologia, o número de usuários chegou a mais de 10 milhões, de acordo com dados do governo.

Contudo, os telefones celulares enviaram rapidamente os pagers para o caixote de lixo da tecnologia.

A grande empresa de telecomunicações NTT, que introduziu os pagers em 1968, encerrou seu serviço em 2007.

Estrangeiros que visitam o Japão geralmente ficam surpresos com o uso contrastante da tecnologia no Japão.

Por outro lado, o Japão é uma terra de alta tecnologia e dispositivos futurísticos, mas também pode ser à vezes uma escola estranhamente antiga – por exemplo, o fax ainda é usado de forma rotineira como método de comunicação.

O ministro japonês responsável pela cibersegurança, que recentemente virou manchete dos jornais, admitiu que nunca tinha usado um computador.

Yoshitaka Sakurada, de 68 anos, também responsável pelas Olimpíadas de 2020, também pareceu confuso a respeito do conceito de uma unidade USB.

Fonte: Straits Times


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