Caloteiros no Japão: Pais que se recusam a pagar merenda escolar

Publicado em 27 de junho de 2015, em Educação

Caloteiros de merenda torna-se questão social nas escolas públicas do Japão.

Caloteiros de merenda torna-se questão social nas escolas públicas do Japão.

O ensino fundamental público no Japão, ou os conhecidos Shougakko e Chugakko (referentes a 1ª à 9ª série do Brasil), é um direito do cidadão garantido pela constituição. Apesar de alguns custos como materiais e uniforme, a mensalidade é gratuita.

Entre os poucos custos que os pais precisam arcar no ensino fundamental japonês está a merenda escolar.

Nos recusamos a pagar a merenda

“O ensino fundamental é gratuito, logo não precisamos pagar merenda”.

Nos últimos anos agrava-se cada vez mais a questão dos “caloteiros” de merenda no Japão, que muitas vezes confundem o ensino gratuito com a merenda gratuita.

26 jun merenda calote

Lógico que existem as famílias que passam por necessidades, entretanto a maioria dos devedores não se enquadram no caso. Ou seja, famílias que possuem condições financeiras para pagar a merenda estão se recusando a pagar.

O valor da merenda varia conforme a escola, podendo variar de 4 a 5 mil ienes (cerca de 100 a 120 reais). Para as famílias realmente necessitadas, há vários tipos de ajudas oferecidas pelas prefeituras.

Em outras palavras, é praticamente impossível deixar de pagar a merenda.

Ou paga ou fica sem merenda

Segundo dados do Ministério da Educação do Japão, em 2012 cerca de 1% dos responsáveis não pagaram a merenda. Estima-se que calote na merenda foi de 2,2 bilhões de ienes (cerca de 55,8 milhões de reais).

O fato infelizmente obrigou algumas escolas a tomarem a decisão de suspender a merenda para os alunos que estavam com o pagamento atrasado.

Em Takasaki (Gunma), a secretaria da educação processou os pais de 2 alunos, requerindo 340 mil ienes não pagos da merenda. Já em Tamamura (Gunma), outra família foi processada e obrigada a pagar 1,3 milhão de ienes do atrasado.

A atitude dos pais serve de exemplos para os filhos e educação vem de casa. Custa alguma coisa pagar 4000 ienes do que ficar com a fama de caloteiro?

Fonte: Matome Naver, Mainichi Shimbun, Gunosy

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